Explosão danifica mais de 40 imóveis e deixa 7 feridos no Rio
LUIZA FRANCO, LUCAS VETTORAZZO E MARTHA ALVES
RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma explosão por volta das 3h desta segunda-feira (19) no bairro da São Cristóvão, na zona norte do Rio, causou a destruição total de três imóveis comerciais e de um conjunto de 14 quitinetes, situadas em um mesmo endereço.
Sete pessoas ficaram feridas sem gravidade. Até as 11h, apenas duas ainda permaneciam em observação no hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, que recebeu as vítimas do acidente.
Uma das vítimas em observação é a filha da comerciante Ana Keyla Magalhães de Araújo ?Beatriz,9. Ela viu o quarto onde dormia com o marido e a filha ser completamente destruído. "Fiquei soterrada por três horas. Mas meu marido conseguiu sair dos escombros para ajudá-la. Toda a minha casa foi destruída", disse Ana Keyla,
De acordo com a Defesa Civil do Rio, no total, mais de 40 imóveis foram atingidos de alguma forma pelo impacto. Os demais casos somam danos variados e menos graves. São endereços no entorno do terreno da explosão localizado na rua São Luiz Gonzaga.
Os estragos se estenderam por um raio de 200 metros: uma agência do Bradesco teve a fachada de vidro destruída e um bar teve sua porta de ferro retorcida.
Dois edifícios do outro lado da rua, localizados de frente para o local atingido, tiveram janelas arrancadas pelo deslocamento de ar no momento do acidente.
Assustados, os moradores da região abandonaram suas casas no meio da madrugada ainda sem saber o que estava acontecendo. Alguns fizeram registros pelo celular, em vídeos e fotos, do estrago causado em São Cristóvão.
"Estava acordada quando aconteceu. Ouvi duas ou três explosões. Foi um barulho que quase me deixou surda", disse Geisa Marinho, 74, que mora sozinha em um apartamento em frente ao local do acidente. "Corri para a janela da sala e vi uma bola de fogo vermelho, enorme. Desci do jeito que estava para me salvar."
O som da explosão foi tão forte que pôde ser ouvido no quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro de Benfica, a cerca de 2 km de distância. As embalagens de pizza de uma das lojas destruídas foram arremessadas no alto de edifícios vizinhos.
"Não consigo descrever o que sinto agora. Se isso tivesse acontecido em outro horário, eu poderia estar lá. Por sorte não tinha ninguém na loja", disse Alessandra de Lima, 37, funcionária da farmácia que foi destruída, da rede Crystal.
Os socorristas também tentam remover os escombros dos imóveis mais próximos da rua para tentar chegar a um outro trecho, nos fundos do terreno, em busca de feridos.
Sete quartéis do Corpo de Bombeiros do Rio estão envolvidos na operação de resgate. Cães farejadores também auxiliam neste trabalho.
SUSPEITA SOBRE GÁS DE BOTIJÃO
O secretário de Defesa Civil do município, Márcio Motta, sinalizou que a causa da explosão pode estar associada aos botijões de gás usados naquele trecho.
"Muito provavelmente o que houve aqui foi uma explosão devido a um vazamento de gás GLP (de botijão) que confinou em algum espaço, encontrou uma chama e houve essa queima súbita", disse Motta.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), foi até o local e também mencionou a possibilidade de o acidente ter origem em vazamentos de botijões. "Parece um atentado, é assustador", disse o prefeito em entrevista a GloboNews.
