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Na Argentina, candidatos acenam para eleitor peronista em data histórica

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A cidade de Buenos Aires amanheceu com novos cartazes de propaganda do candidato a presidente peronista, Daniel Scioli. Com a frase "Lealdade para a Vitória", a propaganda é uma mescla entre o nome de sua agremiação, a Frente para a Vitória, e uma referência à data comemorativa para os peronistas, o Dia da Lealdade, comemorado em 17 de outubro.
Neste dia, os peronistas comemoram a fundação do movimento político, o mais numeroso da Argentina.
O candidato que representa o governo de Cristina Kirchner na eleição presidencial circulou por redutos peronistas e participou de comício ao lado de lideranças do partido na cidade de La Matanza, a cidade mais populosa da província de Buenos Aires.
Embora seja governador da província, Scioli teve um desempenho abaixo do esperado na região, onde votam quase quatro em cada dez argentinos.
"As pessoas conhecem bem nossas ideias, nossa visão de futuro. Portanto, não temos que fazer demagogia nem prometer coisas", discursou o político.
"Nós somos previsíveis, confiáveis e vamos dar tranquilidade para mostrar às pessoas que vamos cuidar das suas conquistas, do seu trabalho".
A uma semana da votação, Scioli apela para a herança histórica do peronismo, algo entranhado na cultura política local, para chegar aos 40% dos votos, marca necessária para almejar vencer a disputa no primeiro turno.
Na Argentina, para um candidato vencer na primeira rodada, ele deve marcar pelo menos 40% e abrir uma vantagem de dez pontos sobre o segundo colocado.
Pesquisa eleitoral divulgada neste sábado (17) pelo jornal "Clarín", porém, indica que Scioli tem que conquistar mais eleitores para atingir essa marca.
Os números mostram que ele tem 34,3% de intenção de votos. Com a projeção feita pelo instituto Management & Fit, que desconsidera os eleitores indecisos, Scioli alcançaria 38,3% das preferências.
Atrás dele, aparece o opositor Mauricio Macri, da coligação Mudemos, com 25,1%. A projeção o coloca com 9,2%.
Este cenário, se confirmado no próximo dia 25, levaria a eleição presidencial argentina a um inédito segundo turno.
Macri também aproveitou o 17 de outubro para acenar aos peronistas. Em comício em San Martín, cidade da província de Buenos Aires, ele fez referência à data histórica do movimento político.
"No Dia da Lealdade, quero convocar a todas as mulheres peronistas para que entendamos a verdadeira lealdade não é o poder nem os dirigentes que levantam bandeiras em benefício próprio. E, sim, os valores, a justiça social, a igualdade de oportunidades e a pobreza zero", discursou.
Em terceiro lugar nas pesquisas, está o peronista dissidente Sergio Massa, que representa o grupo político que está em desacordo com o kirchnerismo.
A pesquisa da M&F aponta que ele tem 17,1% dos votos. Descontando os indecisos, seu percentual subiria para 21%.
Neste sábado (17), ele fez campanha na província de Jujuy, no norte do país, onde também prestou homenagem ao líder Juan Domingo Perón (1895-1974).
Massa colocou flores em um busto do general, na capital da província, que relembra o encontro entre o líder peronista e o opositor Ricardo Balbín, da União Cívica Radical, em 1972.

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