Haddad diz que irá rever sigilo de imagens de câmeras de rua de SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta sexta-feira (16) que vai rever a portaria que torna sigilosas informações da CGM (Guarda Civil Metropolitana) como câmeras de ruas e dados sobre a central de atendimento.
De acordo com Haddad, a portaria não é clara em dizer que apenas retém dados de investigações em curso. Segundo ele, toda informação que não for alvo de investigação é pública.
"Quando há uma investigação em curso não concluída, que possa colocar em risco a investigação, aí sim a secretaria tem o dever até de proteger o dado que está sendo compartilhado em geral com a Polícia Civil ou com a Polícia Militar", afirmou o prefeito. "Concluiu [a investigação], acabou [o sigilo]."
Segundo Haddad, as imagens da região da cracolândia são usadas em investigações para prender traficantes que abastecem o local. "Se não o traficante vai sumir da região, não vou conseguir a conexão entre o microtraficante que fica ali no fluxo com o fornecedor, que não está lá."
O petista afirmou que cogita fazer um decreto para regulamentar que informações devem ser sigilosas. "Porque aí não fica no âmbito das secretarias, fica no âmbito do chefe do executivo."
SINDICÂNCIA
Ao todo, a prefeitura tem dez documentos declarados sigilosos, a maioria relativos a investigações de desvios. Entre eles, está uma sindicância da SPTrans (São Paulo Transporte), empresa que administra o sistema de transportes.
O secretário Jilmar Tatto (Transportes) classificou esse caso como "secreto", o que coloca prazo de 15 anos para que seja conhecido o resultado da investigação sobre eventuais desvios de funcionários.
A justificativa para a decisão é vaga: se trata de procedimento administrativo. Após ser questionada pela reportagem, a prefeitura decidiu rever essa classificação.
