Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Secretário de SP enfrenta vaias e protesto ao receber prêmio em Brasília

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Escalado para representar o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) em evento na Câmara dos Deputados, o secretário de Recursos Hídricos de São Paulo, Benedito Braga, enfrentou vaias e protestos na noite desta terça-feira (13) ao receber um prêmio pela gestão do Estado frente à crise da água.
Alckmin foi um dos vencedores do prêmio Lucio Costa de Mobilidade Saneamento e Habitação, que, segundo os deputados, visa reconhecer as iniciativas que buscam melhorar da vida das pessoas.
Ao ser chamado para receber o prêmio, Braga foi vaiado por parte da plateia que acompanhava a cerimônia. Em seguida, aos gritos de "água é um direito humano", um grupo pequeno manifestantes se aproximou e subiu ao palco.
Alguns seguravam um troféu na forma de um cacto e cartazes com a mensagem "Procura-se o ganhador do prêmio torneira seca", em alusão a Alckmin, que deixou de comparecer ao evento.
Houve confusão. O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) arrancou o cartaz de um dos manifestantes. Um dos participantes do protesto foi retirado à força por um segurança.
Em discurso, o secretário disse receber o prêmio em nome dos paulistas "que souberam entender os esforços do governo de São Paulo" em meio à maior estiagem dos últimos 85 anos.
Em seguida, citou o programa de controle de perdas de água da Sabesp como uma das iniciativas para contornar a crise. E defendeu a entrega do prêmio ao governador.
"A questão da água é essencial, e a preocupação é grande com esse tema. Foi uma crise das mais complexas possíveis, e conseguimos sobreviver sem colapso do sistema. Por isso é justa essa homenagem a Geraldo Alckmin", afirmou.
CRÍTICAS
O anúncio do prêmio gerou críticas de entidades do setor e especialistas, para os quais o governo paulista já tinha indícios de que uma forte seca atingiria o Estado e demorou a tomar medidas.
Agravada no início de 2014, a crise deixou à beira do colapso os principais reservatórios, enquanto diferentes bairros convivem com torneiras secas até 20 horas por dia.
"Quando soubemos do prêmio, nos sentimos desrespeitados", justificou o coordenador da ONG Minha Sampa, Guilherme Coelho, que participou da protesto durante a entrega do prêmio em Brasília.
"E o que mais indigna é que continuaram dizendo que ninguém está sem água", diz Fabiana Alves, coordenadora da campanha pela água do Greenpeace.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV