Alckmin assina contrato de obra de interligação que alivia o Cantareira
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou na tarde desta sexta-feira (2) o contrato de início das obras de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com uma das represas do sistema Cantareira, principal reservatório da Grande São Paulo.
A obra deve trazer às região metropolitana de São Paulo e de Campinas 5,1 mil litros de água por segundo (em média). Para se ter uma ideia, hoje a Grande São Paulo consome cerca de 52 mil litros de água por segundo.
Segundo Alckmin, a obra deverá aumentar a capacidade de reservação do Cantareira em 1,2 bilhão de litros - mesma capacidade da represa do Jaguari, da bacia do rio Paraíba do Sul.
Embora a represa que irá fornecer água ao Cantareira esteja no Estado de São Paulo, no vale do Paraíba, a bacia em que essa represa está passa por outros dois Estados: Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O rio Paraíba do sul alimenta, por exemplo, o rio Guandu, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro. Por isso, para viabilizar a obra, o Estado de São Paulo teve que negociar com seus vizinhos, sob o acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.
A OBRA
Ao custo de R$ 555 milhões, será construído um conjunto de túneis e adutoras por quase 20 km.
O objetivo é retirar água da represa Jaguari, do rio Paraíba do Sul, e levá-la até a represa de Atibainha, do sistema Cantareira.
Embora o material de divulgação da obra indique 18 meses para que ela seja entregue, Alckmin já prevê que ela possa ficar pronta só depois de 24 meses, ou seja, em 2017.
Como parte do acordo entre os três Estados, a obra deverá possibilitar também que a água possa ser bombeada no caminha contrário.
O contrato assinado nesta tarde, porém, não contempla essa fase do projeto. O governo do Estado não tem previsão de quando a segunda fase ficará pronta.
