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Em Washington, papa recebeu apenas ex-estudante gay, afirma Vaticano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Vaticano confirmou nesta sexta-feira (2) que a única audiência que o papa teve enquanto esteve em Washington foi com um ex-estudante e sua família.
O encontro foi com Yayo Grassi, um argentino abertamente gay, que foi à audiência acompanhado de seu parceiro de longa data e alguns amigos.
A revelação foi uma virada de mesa sobre a narrativa do encontro do papa com Kim Davis, a tabeliã de Kentucky que foi presa após se recusar a emitir licenças para casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Nesta sexta, o Vaticano disse que o encontro do papa com a tabeliã não significava um endosso à sua atitude. A nota informa ainda que Davis era uma das dezenas de pessoas que o papa cumprimentou ao deixar Washington.
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que Francisco reuniu-se com dezenas de pessoas na embaixada do Vaticano em Washington pouco antes de partir para Nova York.
Lombardi disse que tais reuniões são normais em qualquer viagem do papa e se devem à bondade e à disponibilidade de Francisco.
ÚNICA AUDIÊNCIA
No comunicado desta sexta, o Vaticano informou que a única verdadeira audiência do papa foi com um ex-estudante. Um porta-voz do Vaticano, o padre Thomas Rosica, confirmou que o encontro foi com Grassi.
Um vídeo postado nas redes sociais mostra Grassi abraçando o papa e apresentando-lhe o seu parceiro, assim como uma mulher argentina e alguns amigos asiáticos.
"O papa não entrou em detalhes sobre a situação da senhora Davis e seu encontro com ela não deve ser considerado como uma forma de apoio à sua posição, em todos os seus aspectos particulares e complexos", disse Lombardi.
A tabeliã passou cinco dias na prisão por desafiar ordens judiciais federais para emitir licenças de casamento a pessoas do mesmo sexo.
Ela disse nesta semana que ela e seu marido se encontraram brevemente com o papa na embaixada do Vaticano em Washington e que Francisco havia lhe agradecido por sua coragem, encorajando-a a permanecer forte.
A nota do Vaticano deixa claro que o papa não pretendeu validar essa leitura sobre o encontro.
O advogado de Davis, Mathew Staver, disse à agência Associated Press que o Vaticano iniciou a reunião como sendo uma afirmação do direito da tabeliã de declarar sua "objeção de consciência".

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