Wall Street Journal diz que Haddad seria 'visionário urbano' em outras cidades
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O jornal americano "The Wall Street Journal" publicou, na última quarta-feira (23), reportagem em tom elogioso ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e às iniciativas da gestão relativas à mobilidade urbana.
"Se o prefeito altamente impopular de São Paulo, Fernando Haddad, fosse chefe de São Francisco, Berlim ou alguma outra metrópole que olha para o futuro, ele seria considerado um visionário urbano", escreveu a publicação.
De acordo com o jornal, os esforços mais progressistas do prefeito estão em "converter a cidade de 12 milhões de habitantes sufocada pelo trânsito em uma área amigável para bicicletas e ônibus, onde carros privados são tratados como uma peste."
A iniciativa, destaca o "Wall Street Journal", deve ser usada contra ele nas próximas eleições para a prefeitura da capital paulista.
O jornal também chama atenção para o fechamento para carros da avenida Paulista. "Uma ação que agradou pedestres, ciclistas e skatistas, mas agravou a relação com vizinhos e comerciantes."
Essas iniciativas, ressalta o veículo, fizeram Haddad ser acusado de impor sua agenda sem participação da sociedade. Outros, diz a reportagem, ainda consideram a construção de ciclovias um luxo em uma cidade que enfrenta problemas na educação, saúde pública e criminalidade.
O jornal americano, porém, ignora a atuação de Haddad em outras áreas da gestão urbana. Conforme a Folha de S.Paulo publicou no começo do mês, duas a cada três obras da prefeitura na periferia sequer saíram do papel.
De acordo com Haddad, o atraso nas obras é culpa da demora dos repasses de verba do governo federal.
Mesmo na mobilidade, algumas ações da gestão são alvo de críticas. Conforme a Folha de S.Paulo noticiou no dia 18, a prefeitura mudou a rota de uma ciclovia que passaria em frente a comércios da família do secretário de Transportes (responsável por implementar as faixas para bicicletas).
