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Polícia descarta assassinato de menino que caiu de prédio no interior de SP

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GIBA BERGAMIM JR
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vestindo um pijama, o menino Gustavo Storto, 5, estava sozinho em casa quando se levantou da cama onde dormia, colocou os tênis e foi à janela do banheiro.
Escalou duas cadeiras, apoiadas uma sobre a outra em frente à janela do banheiro, abriu-a, e caiu do 26º andar do edifício onde vivia com a mãe, em Taboão da Serra (Grande São Paulo).
Essa é a principal hipótese para a morte do garoto, segundo a polícia paulista, que, neste momento, descarta hipótese de um homicídio doloso (intencional).
As provas disso são imagens de circuito interno do edifício que mostram a mãe, farmacêutica Juliana de Souza Storto, 33, saindo do apartamento, onde deixou o menino dormindo, e voltando uma hora depois.
Ela havia ido buscar o namorado, de 27 anos, na estação do trem na avenida Luís Carlos Berrini, na região do Brooklin (zona sul).
Juliana contou aos policiais uma história que, segundo os investigadores, coincide "matematicamente" com as gravações.
Ela teria deixado o prédio por volta das 23h desta quarta-feira (16), voltando aproximadamente à 0h desta quinta.
As mesmas câmeras gravaram o momento em que Juliana chegou no início da noite em casa junto com a criança que, durante a tarde, ficava na casa da avó materna.
"As imagens mostram ela tratando a criança carinhosamente na chegada ao prédio ", disse um policial.
A polícia suspeita que Gustavo tenha acordado no intervalo em que a mãe saiu e, ao perceber que estava só, buscou uma maneira de sair de casa e procurar pelos responsáveis.
Por isso, foi à janela do banheiro, que é do tipo basculante, de fácil abertura.
A mãe chegou ao imóvel e constatou a janela aberta. Nesse momento, moradores do prédio já haviam socorrido o garoto.
PROVÁVEL ABSOLVIÇÃO
Segundo a polícia, ao lado do menino havia uma pequena bolsa.
A mãe pode ser indiciada por homicídio culposo (sem intenção) e abandono de incapaz. Policiais acreditam que é provável a absolvição, na lógica de que a dor da perda do filho é equivalente à pena.

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