Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Janela de restaurante tremeu como papel, diz turista brasileiro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A janela do restaurante Applebee's tremeu como papel. Na descida pelas escadas do shopping Costanera Center, poeira e pedaços de concreto cairam do teto. Horas depois, no hotel Plaza El Bosque Nueva Las Condes, o balanço da água e do abajur denunciavam mais um tremor.
Todos esses detalhes foram notados na série de tremores que sentiram o administrador brasileiro Leonardo Vieira, 36, sua mulher e seu filho de sete meses nas férias em Santiago, no Chile. O tremor de magnitude 8,3 deixou ao menos dez mortos e levou à retirada de um milhão de pessoas.
O administrador estava jantando quando sentiu o primeiro tremor. "A gente ficou com a impressão de que era o metrô, alguma coisa assim. Quando nós vimos uma ou duas pessoas correndo, a gente se assustou. A minha mulher viu a janela tremendo feito papel. Nesta hora, eu já liguei as coisas e pensei: é um terremoto", afirmou ele.
O brasileiro desceu cinco andares do shopping com o bebê num braço e o carrinho no outro. Segundo ele, o deslocamento pela escada de emergência "foi desesperador".
"Vi poeira descendo e pedacinhos de concreto caindo no chão enquanto descia com meu filho no colo e o carrinho no outro braço. Minha esposa quase caiu no primeiro andar, mas a gente conseguiu descer. Quando a gente conseguiu sair do shopping, as pessoas estavam tranquilas do lado de fora. Uma organização muito grande, todo mundo sabia o que fazer", contou.
Apesar da sequência de sustos, ele conta que foi tranquilizado em todo momento pelos locais.
"O que me impressionou foi que a população estava muito tranquila, não houve correria, as pessoas desceram tranquilamente [do shopping]. Uma pessoa ou outra se desesperou, mas o povo que é local mesmo estava muito tranquilo. Deu pra ver que eles estavam acostumados, mesmo sendo um terremoto bastante forte", disse Vieira.
RÉPLICAS
No metrô a caminho do hotel, a cerca de cinco quilômetros, a família voltou a sentir novo tremor.
"Assim que entramos no vagão, achamos estranho porque ele ficou parado e não saiu. Logo depois nós entendemos por quê. O vagão começou a tremer e sentimos o segundo grande terremoto. Algumas pessoas que pareciam turistas ficaram desesperadas. Já os chilenos nos acalmaram e disseram: 'Não saiam do vagão porque é mais seguro ficar aqui'. Logo depois o maquinista da composição falou a mesma coisa", contou ele.
No hotel, muitos brasileiros estavam assustados no saguão, contou o administrador. Mas a equipe do local afirmou que era seguro subir para os quartos. Hospedado no nono andar, Vieira voltou a sentir um tremor por volta das 1h desta quinta-feira (17).
"Uma das cenas mais desesperadoras que eu vi foi a água balançando na minha frente e o abajur de chão tremendo. Tudo balançando, as paredes estalando. A sensação é que você realmente é muito pequeno e de que não vai conseguir escapar disso."
A família já havia preparado um "kit de emergência", com roupas para o bebê e passaporte do casal. Os três desceram os nove andares, mais uma vez pela escada, até o saguão. Ficaram no local por cerca de uma hora, quando foram tranquilizados pela equipe chilena do hotel, que disse ser seguro permanecer no quarto.
"Quando subimos e deitamos, sentimos alguns outros abalos. Cada vez menores, mas não menos assustadores", contou Vieira.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV