Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

'Pensei que fosse o fim do mundo', diz chileno que perdeu casa em tremor

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Manuel Moya, 38, estava em sua cama, ao lado da mulher, assistindo à TV, quando sentiu o terremoto. Com medo de morrer se ficassem do lado de dentro, os dois foram para a rua, em suas roupas de baixo, esperar o tremor passar. Minutos depois, a casa onde moravam era uma pilha de escombros.
"Pensei que fosse o fim do mundo e que íamos morrer", disse Moya. Morador de Illapel, sua cidade está localizada 280 km ao norte de Santiago e 55 km a leste do epicentro do terremoto de magnitude 8,3 que atingiu o centro do Chile nesta quarta-feira (16), deixando ao menos oito mortos.
"Disseram que foi de magnitude 8, mas parecia um de 10", afirmou Moya, que passou a noite em seu quintal. Os vizinhos lhes emprestaram roupas.
A terra chacoalhou por cerca de três minutos, provocando diversos danos a construções na capital do país e arredores. As autoridades emitiram um alerta de tsunami no Pacífico -posteriormente suspenso- para toda a costa do país, levando os habitantes do litoral a abandonar suas casas.
O evento forçou a remoção de mais de 1 milhão de pessoas.
O país andino havia sido atingido em 2010 por um terremoto de magnitude 8,8 seguido por um tsunami, deixando um saldo de mais de mil mortos. Nos últimos meses, o país enfrentou grandes enchentes, incêndios florestais e duas erupções de vulcão.
"Mais uma vez precisamos confrontar uma força poderosa da natureza", disse em discurso a presidente do país, Michelle Bachelet.
O vice-ministro do Interior, Mahmud Aleuy, acrescentou que 240 mil domicílios ficaram sem luz.
Dezenas de tremores secundários, incluindo um de magnitude 7 e outros sete de magnitude 6 ou maior, também foram sentidos.
REDUÇÃO DE DANOS
O número consideravelmente menor de mortes indica que as medidas de redução de risco implementadas nos últimos cinco anos pelo Chile têm surtido efeito.
"O impacto de um terremoto é um pouco como o mercado imobiliário: o que importa é localização, localização e localização", disse a geofísica Susan Hough, do Serviço Geológico dos Estados Unidos.
"Mas é verdade que a preparação e a redução de riscos no Chile está à frente de muitas partes do mundo, e isso fez a diferença", acrescentou.
Claudio Moreno estava em um bar em Santiago quando o terremoto começou. "Fomos para a rua e então percebemos que aquilo estava chacoalhando há muito tempo", afirmou, comentando que a duração do tremor causou mais medo do que sua intensidade. "Durou mais de um minuto."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV