Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

'Charlie Hebdo' provoca indignação com caricaturas de menino sírio morto

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O semanário francês "Charlie Hebdo" publicou nesta semana caricaturas em referência ao menino sírio Aylan Kurdi, encontrado morto em uma praia turca. Os desenhos deixaram indignados alguns jornais e internautas.
No primeiro, a imagem de uma criança deitada de bruços na praia aparece com o título: "Tão perto do objetivo". Ao lado, um cartaz similar aos de propagandas do Mc Donald's em que diz "Promoção! Dois menus infantis pelo preço de um".
O segundo cartum tem o título: "Prova de que a Europa é cristã". Nele, uma figura que se parece Jesus está ao lado de uma criança com as mensagens: "Cristãos andam sobre a água" e "Crianças muçulmanas afundam."
Os desenhos foram feitos pelo cartunista Laurent "Riss" Sourisseau, um dos editores do semanário. Ele é escoltado pela polícia francesa desde o ataque de radicais islâmicos à redação da publicação, em 7 de janeiro.
Alguns jornais reproduziram as caricaturas como se Riss estivesse brincando com a morte do menino sírio, cuja foto provocou comoção mundial. "'Charlie Hebdo' zomba da morte de Aylan Kurdi", disse o canadense "Toronto Sun".
O tabloide britânico "Daily Mirror" foi na mesma linha, enquanto o indiano "Times of India" disse que o semanário é criticado pela caricatura. Outras publicações menores chegaram a condenar os desenhos.
Nas redes sociais, usuários usaram a hashtag "Je ne suis pas Charlie" (Eu não sou Charlie, em francês) para mostrar sua indignação. O termo é uma oposição "Je suis Charlie", de solidariedade ao semanário logo após o atentado.
DEFESA
Houve, por outro lado, grupos que defenderam o "Charlie Hebdo". Ao jornal britânico "The Independent", o diretor da organização anti-radicalismo Quilliam, Maajid Nawaz, disse que os desenhos são uma crítica à Europa.
"A imagem sobre os cristãos andando na água enquanto os islâmicos afundam é uma crítica óbvia à hipocrisia do amor cristão europeu", afirmou, fazendo um pedido aos muçulmanos.
"Nem tudo e todos estão contra nós, todo o tempo. Mas se continuarmos a acreditar que eles estão reagindo dessa forma, isto certamente se voltará contra nós."
Questionado pela agência de notícias Reuters, o semanário informou não saber das reclamações sobre os desenhos em referência a Aylan Kurdi.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV