UE quer usar força contra traficantes de pessoas no Mediterrâneo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira (14) que buscará apoio dos países membros do bloco para recorrer à força militar para impedir as atividades de contrabandistas de seres humanos no Mediterrâneo, informaram fontes europeias em Bruxelas.
Caso a medida receba apoio, aviões e navios militares poderão abordar embarcações sem bandeiras em águas internacionais suspeitas de serem utilizadas pelos traficantes. As autoridades europeias também poderão prender suspeitos contrabandistas.
A decisão foi anunciada antes da reunião em Bruxelas dos ministros do Interior dos países da UE para tentar alcançar um acordo sobre medidas urgentes para controlar o grande fluxo de migrantes e refugiados originários de países em conflito na Ásia e na África.
Em junho, a UE havia anunciado uma operação de inteligência sobre contrabandistas que utilizou submarinos, navios de guerra, drones e helicópteros.
Vários Estados da UE estavam em dúvidas sobre uma ação contra os traficantes por medo de operar na Líbia, onde diversas facções disputam o poder desde a queda de Muammar Gaddafi em 2011.
Mas os governantes europeus concordaram que uma resposta mais forte é necessária, incluindo o uso da força, depois do naufrágio de um navio que matou mais de 700 migrantes no sul da Itália em abril.
A Europa enfrenta atualmente uma grave crise de refugiados e migrantes. Desde o início de 2015, mais de 380 mil pessoas tentaram chegar ao continente por meio de travessias perigosas no Mediterrâneo.
