Chavistas e partidários de Leopoldo López entram em conflito em Caracas
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Simpatizantes do líder oposicionista venezuelano Leopoldo López e do governo de Nicolás Maduro entraram em conflito nesta quinta-feira (10) diante de um tribunal em Caracas, a capital do país.
Os partidários de López protestavam na frente do tribunal, à espera do veredicto sobre o oposicionista. Preso desde fevereiro do ano passado sob a acusação de incitar protestos violentos na Venezuela, o ex-prefeito do município de Cachao pode ser condenado a até dez anos de prisão.
Por volta do meio-dia desta quinta, apoiadores do governo chavista, vestindo camisas vermelhas, aproximaram-se do local e começaram a gritar que López é um "terrorista" e um "assassino".
Alguns deles queimaram a bandeira cor de laranja do partido do ex-prefeito, o Vontade Popular, e atiraram paus e garrafas contra a mulher de López, Lilian Tintori, que entrou no tribunal escoltada por forças policiais.
A polícia, porém, não evitou confrontos entre os manifestantes, e pelo menos duas mulheres ficaram feridas.
Mais tarde, em sua conta na rede social Twitter, o Vontade Popular acusou os governistas de provocarem o infarto que matou um ativista chamado Horacio Blanco. O VP culpou pela morte o presidente Maduro e a candidata ao Legislativo Jacqueline Faría, que convocou os chavistas para que comparecessem ao tribunal e pedissem a condenação de López.
