Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Centros de votação da Guatemala são fechados após pacíficas eleições

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As autoridades eleitorais da Guatemala fecharam os centros de votação neste domingo (6) após um processo que, apesar da turbulência pelos escândalos de corrupção, transcorreu de forma pacífica para eleger o novo presidente e legislativo.
As 2.700 mesas de votação fecharam às 18h locais (21h de Brasília) em 338 municípios do país e os primeiros resultados são esperados para as 21h locais (0h de segunda-feira).
Guatemaltecos foram às urnas para eleger um novo governo, depois de uma campanha turbulenta envolta em escândalos de corrupção que culminaram na queda e prisão do ex-presidente Otto Pérez.
Depois de cinco horas de urnas abertas, 51% da população já havia votado. Mais de 7,5 milhões de eleitores foram convocados para escolher um novo presidente, além de 338 prefeitos, 158 deputados e 20 deputados do Parlamento Centroamericano. A divulgação do resultado foi prevista para 1h desta segunda (horário de Brasília).
Pesquisas apontam uma corrida acirrada e um provável segundo turno. De acordo com o instituto ProDatos, o comediante Jimmy Morales, do partido de direita Frente de Convergência Nacional, lidera com 25% das intenções de voto. Em segundo, está o também conservador Manuel Baldizón com 22,9%. Em terceiro vem a social-democrata Sandra Torres, com 18,4%.
Os números mostram uma mudança na tendência eleitoral. Até a semana passada, Baldizón liderava com folga. Depois que seu nome foi envolvido em investigações de desvio de verba, ele começou a despencar nas pesquisas.
Dirigentes políticos e sociais foram votar logo cedo. Depois de depositar o voto, o presidente da Guatemala, Alejandro Maldonado, exortou cidadãos a defender a democracia de seu país "porque o voto é um dever e um direito para poder exigir". Com três dias de mandato, Maldonado disse que espera uma jornada de paz e conciliação.
Apesar do clima de tranquilidade, o Instituto Centroamericano de Estudos Para a Democracia (Demos) da Guatemala denunciou, no mesmo dia, deficiências no controle do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) em centros de votação, com indícios de delitos eleitorais.
A instituição assegurou que partidos fizeram propaganda eleitoral durante a eleição e que, em alguns centros, os dedos dos eleitores não foram manchados -a medida impediria o voto repetido.
Na Escola Campo Verde, as 18 mesas de votação tiveram filas no período da manhã. "A corrupção não é nova, mas agora que foi descoberta, as autoridades estão sob observação", disse Mario Porras, 75, que está confiante de que "esta eleição marcará uma mudança no país".
Otto Pérez Molina renunciou à Presidência na semana passada devido a acusações de corrupção. Assim como sua vice-presidente, Roxana Baldetti, está preso preventivamente.
O esquema de desvios de verbas aduaneiras foi revelado em 16 de abril pela Comissão da ONU contra a Impunidade. "O governo que surge destas eleições terá a mais baixa legitimidade dos últimos 30 anos. A eleição não detém a crise, vai agravá-la", disse o analista político Edgar Gutiérrez.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV