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Conselho rejeita texto da Constituição e prolonga poder militar na Tailândia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Conselho para a Reforma Nacional, criado pela junta militar que governa a Tailândia desde maio de 2014, rejeitou neste domingo (6) a minuta para a futura Constituição. O veto adia as eleições e prolonga o governo militar instaurado via golpe de Estado.
Em uma votação que durou quase uma hora, 134 conselheiros votaram contra o texto por 105 a favor, enquanto oito decidiram se abster.
Um novo comitê, composto por 21 especialistas, será formado nos próximos 30 dias e disporá de outros 120 dias para reescrever o documento. O texto deve ainda ser aprovado pelo Congresso e em referendo, o que, segundo analistas, atrasa a realização de eleições democráticas para 2017. O governo militar havia prometido realizar o pleito no próximo ano.
"Em nome do meu país, para prevenir o caos, rejeito esta minuta", disse Jeez, um dos membros do conselho durante a votação transmitida ao vivo pelo canal estatal ThaiPBS.
Um dos pontos mais polêmicos do já morto texto era a formação do chamado Comitê para a Reconciliação e a Reforma Estratégica Nacional.
O comitê, composto por 23 membros e liderado pelo chefe das Forças Armadas, teria, segundo o documento rejeitado, o poder de intervir na política tailandesa em caso de "crise nacional", sem precisar de permissão dos poderes Executivo ou Legislativo.
Segundo os especialistas, este artigo era visto como "um golpe de Estado legal" dentro da própria Constituição.
A última Carta Magna, a 19ª desde o fim da monarquia absolutista em 1932, foi promulgada em 2007 após o golpe de Estado militar de 2006.
O texto constitucional foi cancelado após uma nova tomada do poder por parte dos militares no ano passado, que pretendia pôr fim a meses de protestos contra o governo democrático de Yingluck Shinawatra nas ruas de Bancoc.
Há uma década, a Tailândia vive uma profunda crise política que, de tempos em tempos, desemboca em manifestações populares.

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