Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Em entrevista, Trump não consegue identificar líderes radicais islâmicos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Criticado pelo eleitorado latino por chamar os mexicanos de criminosos, o magnata Donald Trump cometeu um novo deslize sobre política externa durante uma entrevista na noite desta quinta-feira (3).
O pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos não soube reconhecer por fotos os líderes de organizações radicais do Oriente Médio e confundiu a Força al-Quds, elite da Guarda Revolucionária do Irã, com os curdos.
Na entrevista, o jornalista Hugh Hewitt mostrou as fotos de cinco pessoas -os líderes Abu Bakr al-Bagdhadi (Estado Islâmico), Ayman al-Zawahri (Al Qaeda), Hassan Nasrallah (Hizbullah), Abu Mohammad al-Julani (Frente al-Nusra) e Qassem Suleimani (Forças al-Quds).
O empresário admitiu não poder identificar nenhum deles. Em seguida, Hewitt perguntou: "Então a diferença entre o Hizbullah e Hamas não tem importância para o senhor ainda, mas terá?"
"Terá quando necessário. Saberei mais disso que você e, acredite, não levará muito tempo.", disse Trump. "Acho que, se você perguntar a qualquer candidato, ele não saberá responder, salvo alguém que estudou o assunto."
Ele rebateu o jornalista, dizendo que os mencionados não seriam mais líderes "em seis meses ou um ano". "Não sei. Nasrallah está tanto tempo no poder", respondeu Hewitt sobre o líder do Hizbullah, no topo desde 1992.
Antes, Trump havia se confundido em outra pergunta, sobre Qassem Suleimani: "Você conhece o general Suleimani?", pergunta o jornalista. "Sim, mas continue, dê-me mais detalhes."
Depois que Hewitt o identifica como chefe das iranianas Forças al-Quds, Trump responde: "A propósito, os curdos tem sido terrivelmente maltratados...".
Hewitt - Não, não os curdos. As Forças al-Quds, da Guarda Revolucionária do Irã.
Trump - Sim, sim.
Hewitt - Os maus elementos.
Trump ainda desconversou sobre o que faria se a China afundasse acidentalmente ou intencionalmente um navio das Filipinas ou do Japão. Os dois países disputam com Pequim territórios nos mares do Sul da China e do Leste da China.
POLÊMICA
As declarações do magnata sobre política externa ocorrem um dia depois de ter se comprometido a não se candidatar por outro partido. Ele havia ameaçado concorrer como independente se não fosse escolhido pelos republicanos.
Trump lidera as pesquisas de opinião há quase dois meses. Segundo a média de pesquisas de opinião calculada pelo site RealClearPolitics, ele tem 27,2% das intenções de voto, quase o dobro do segundo, Ben Carson (13,2%).
O estilo polêmico tem atraído eleitores cansados do modelo político de Washington, mas vem sendo combatido dentro de seu partido. Candidatos mais moderados têm feito declarações recorrentes contra Trump.
Segundo o jornal americano "The New York Times", alguns dos 16 postulantes republicanos se uniram para fazer uma campanha contra o empresário. Dentre as estratégias, eles avaliam comprar espaço em televisão, rádio e jornais.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV