Precisamos avançar mais, diz Haddad sobre região da cracolândia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (1) que o poder público precisa avançar mais no tratamento de dependentes de crack e no combate ao tráfico de drogas na região da cracolândia, centro da capital paulista.
Foi a primeira declaração do petista sobre a cracolândia, após a Folha de S.Paulo revelar que a favelinha símbolo do tráfico de drogas na região ressurgiu. A volta dessa conhecida paisagem aconteceu menos de quatro meses após a última operação conjunta das gestões de Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) para retirá-las.
"Precisamos avançar mais, não podemos conviver com aquilo. Temos que abrigar as pessoas, oferecer tratamento médico para os dependentes e reprimir o tráfico", disse Haddad, em evento que marcou o início de obras de moradias no Bom Retiro.
"Temos ainda um trabalho a fazer, o tráfico é audacioso e temos que continuar nesta política de ir asfixiando o fornecimento de droga para região e ir recuperando as pessoas com tratamento médico e assistencial", disse.
Haddad afirmou que o número de pessoas que frequentam o chamado fluxo - espaço onde dependentes usam a droga - diminuiu desde que o programa "Braços Abertos" foi implantado.
"Se você lembrar o que era a cracolândia dois anos atrás e o que é hoje, teve uma redução de 80% de frequência. Não é pouca coisa, tínhamos 1500 frequentadores do fluxo e hoje nós temos uma média de 300. Isso é um esforço extraordinário", afirmou.
"FAVELINHA"
É debaixo das barracas que, segundo agentes da prefeitura, traficantes e viciados se encontravam para comercializar as pedras de crack. Esse conjunto de barracos ficou conhecido como "favelinha".
Desta vez, além dos plásticos pretos, outro adereço passou a integrar o cenário: uma fileira de guarda-sóis pode ser vista no meio da rua. Debaixo deles, se faz o tráfico e são acendidos os cachimbos.
A nova favelinha está instalada a uma quadra do local onde funcionava a antiga.
