Guarujá atrasa pagamento para coleta e lixo se acumula nas ruas da cidade
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma dívida de aproximadamente R$ 40 milhões, acumulada há quase um ano, interrompeu o serviço de coleta de lixo no Guarujá, litoral sul de São Paulo, desde a noite de sexta-feira (21).
A prefeitura reconhece o débito, mas diz não ter dinheiro para resolver o problema.
A paralisação da coleta foi informada pela própria prefeitura, em perfil no Facebook. "Por conta da crise que afeta todo o país, os municípios estão prejudicados em honrar seus compromissos com os prestadores de serviços", diz a nota.
Segundo o comunicado, a crise local se agravou após queda na arrecadação dos impostos municipais somada a atrasos de repasses de convênios. O contrato da Terracom, empresa responsável pelo serviço, é de R$ 72,9 milhões anuais.
No domingo (23), a cidade amanheceu repleta de lixo. Após mobilizações nas redes sociais, moradores passaram a deixar o lixo acumulado em frente à sede da prefeitura, como forma de protesto.
Em outro comunicado, divulgado no domingo, a prefeitura informou que estava "unindo esforços" para minimizar o problema, utilizando "recursos da própria administração" para serviço de coleta nas áreas mais críticas da cidade.
A prefeitura também informou que está negociando com a empresa responsável, e que solicitou à Câmara uma reunião, agendada para esta segunda-feira (24), para buscar saídas.
Uma das alternativas, segundo comunicado, é a aprovação de um Refis (programa de refinanciamento de dívidas).
A Terracom informou que não se pronunciará sobre o assunto. Cerca de 600 pessoas trabalham na coleta de lixo no Guarujá. Em maio, a empresa enviou notificação extrajudicial à prefeitura ameaçando paralisar o serviço.
