Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Questão sobre corrupção no Brasil é anulada em concurso para diplomata

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Alvo de crítica de candidatos, a questão sobre os "altos níveis de corrupção" no Brasil, segundo a visão do governo do Reino Unido, foi anulada em concurso para a carreira de diplomata.
Nesta segunda-feira (24), foi divulgada no "Diário Oficial da União" a lista de candidatos aprovados para a segunda etapa da prova do Instituto Rio Branco. O Cespe, responsável pelo exame, divulgou ainda o gabarito definitivo, após análise de recursos dos concorrentes.
O item sobre a política externa britânica foi motivo de polêmica no início do mês, quando a prova objetiva foi realizada.
A afirmação, retirada do site oficial do Reino Unido para potenciais exportadores, afirmava que o governo daquele país considerava como desafios para realizar negócios os "altos níveis de corrupção" e a "importância das relações pessoais" no Brasil. Para muitos candidatos, o tom fugia do discurso diplomático e do histórico do relacionamento entre os países.
FASES
A primeira fase do concurso possui 73 questões -cada uma delas com quatro afirmações. Do total de 292 itens, sete foram anulados pelo Cespe. No ano passado, foram dez.
O concurso para ingresso na carreira diplomática é um dos mais concorridos da Esplanada: ao todo, 5.271 candidatos se inscreveram para as vagas de ampla concorrência (22). O salário inicial é de R$ 15.005,26.
Agora, 233 concorrentes seguem para a etapa seguinte, uma prova escrita de língua portuguesa. Foram aprovados ainda outros 15 candidatos para as vagas destinadas a portadores de deficiência e 64 concorrentes que se declararam pretos ou pardos.
COTAS
A reserva de vagas para candidatos negros no Itamaraty gerou polêmica neste ano.
A lei de 2014 afirma que a cota de 20% das vagas disponíveis é garantida "àqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público" e prevê eliminação da disputa caso se identifique "declaração falsa". Não é explicitado, no entanto, de que forma isso ocorreria.
A ONG Educafro, que combate o racismo, defende que o edital do concurso do Itamaraty preveja um "mecanismo de verificação de autodeclaração".
Diante do impasse, a Procuradoria da República no Distrito Federal pediu informações sobre o concurso e analisa o caso. Ao todo, seis vagas são destinadas a negros.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV