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Proposta de nova tarifa da água em SP deve sair até o fim do ano, diz Sabesp

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A proposta para uma nova estrutura tarifária da Sabesp deve ser encaminhada à agência reguladora até o fim deste ano. A informação foi dada pela empresa nesta terça-feira (18) durante a conferência em que executivos da empresa explicaram o balanço trimestral da empresa à investidores e jornalistas.
Segundo a empresa, a reforma da estrutura da tarifa não significa, necessariamente, o aumento da conta de água e esgoto, mas sim a alteração da forma como a tarifa é organizada.
No início do mês, o presidente da Sabesp disse que a estatal estudava, por exemplo, o fim da tarifa mínima cobrada de quem consome até 10 mil litros por mês. Atualmente, os clientes da Grande São Paulo que consomem 1.000 ou 9.000 litros de água por mês pagam o mesmo valor: a tarifa mínima de R$ 41,28 (R$ 14 de tarifa social para famílias pobres). A ideia é substituir a tarifa mínima por uma taxa fixa, como uma assinatura de serviço, paga por todos os clientes da Sabesp. Além dessa taxa, o cliente pagaria exatamente pelo volume que consumiria.
Segundo o diretor financeiro da estatal, Rui Affonso, o fim da tarifa mínima é apenas uma dos modelos estudados. Outra possibilidade é a adoção do subsídio cruzado, modelo em que grandes consumidores pagam tarifas mais altas por litro de água, subsidiando a tarifa daqueles que consomem menos. Esse princípio já é usado em parte na estrutura tarifária de hoje.
As análises sobre a revisão da tarifa contam com o auxílio do Banco Mundial.
Segundo Affonso, no entanto, os estudos sobre o melhor modelo tarifário são prejudicados pela crise hídrica. "As simulações são muito difíceis de ser feitas. Pois, em qualquer projeção que se faça, se parte de dados de um momento muito atípico [de crise hídrica e de redução do volume de água consumido em São Paulo. ]", disse.

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