Tailândia busca suspeito visto em vídeo no local do ataque em Bancoc
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As autoridades tailandesas procuram um suspeito visto em imagens do sistema de câmeras de vigilância próximo ao local do ataque a bomba que deixou ao menos 20 mortos e 125 feridos no centro de Bancoc nesta segunda-feira (17).
Os vídeos, transmitidos pelos meios de comunicação tailandeses, mostram um homem de camiseta amarela levando uma mochila preta próximo ao templo de Erawan, onde ocorreu a explosão. Mais tarde, ele senta em um banco, abandona a mochila e sai do local olhando seu celular.
Nesta terça-feira (18), um homem não identificado atirou um explosivo de uma ponte sobre o rio Chao Phraya no centro de Bancoc sem deixar feridos, informou a polícia. Não há evidências de que esse incidente esteja relacionado à explosão de segunda.
"Se [a bomba] não tivesse caído na água, ela certamente teria provocado ferimentos", disse um policial à agência de notícias Reuters.
O ataque desta segunda ocorreu no bairro de Ratchaprasong, área de elite frequentada por turistas e o palco de muitas das manifestações políticas que acontecem no país.
A explosão ocorreu por volta das das 19h locais (9h de Brasília), horário de grande movimento na região. Dentre os mortos e feridos, há vários estrangeiros, principalmente chineses.
Segundo o ministro tailandês da Defesa, Prawit Wongsuwan, a explosão teve como "intenção destruir a economia e o turismo [do país]".
O chefe de polícia da Tailândia, Somyot Pumpanmuang, disse "não descartar" nenhuma hipótese, incluindo que o ataque tenha sido motivado por disputas políticas e étnicas como o conflito com os uigures -em julho, a Tailândia expulsou para a China mais de cem pessoas dessa minoria étnica.
As autoridades também não descartam que o atentado esteja relacionado ao ambiente de tensão política que em que vive a Tailândia, que culminou com a tomada do poder por parte do Exército em um golpe de Estado em maio de 2014, após meses de protestos.
O ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra e líder do Phuea Thai, o partido deposto no último golpe, apressou-se ontem a condenar os atentados de seu exílio em Dubai.
