Em resposta a 'balneário' de Israel em Paris, ativistas criam a 'Praia de Gaza'
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O controverso evento "Tel Aviv sobre o Sena", que gerou grandes debates nos últimos dias em Paris, começou nesta quinta (13) sob forte proteção policial, de modo tranquilo e sem incidentes graves.
O evento, que faz parte do projeto "Paris Praias", homenageia a capital israelense reconhecida internacionalmente.
A praia de areia branca montada às margens do rio Sena, no centro da capital francesa, atraiu porém mais fotógrafos e jornalistas -além dos cerca de 500 policias- que veranistas.
Enquanto uns tomavam sol, outros jogavam frescobol no espaço de areia entre as pontes Arcole e Notre Dame.
Mas o que chamou mais a atenção foi a praia "palestina" que manifestantes criaram também às margens do famoso rio em resposta ao "balneário" israelense.
Da "Praia de Gaza", ouviam-se gritos de "a Palestina viverá, a Palestina vencerá".
No local, cerca de 50 ativistas desfraldaram bandeiras da Palestina e criaram postos de informação sobre a calçada.
Serge Bonal, membro da associação EuroPalestina entrevistado pelo semanário "Le Point", disse que a prefeita de Paris queria fazer de Tel Aviv "uma cidade como outra qualquer, embora ela seja a capital de um Estado colonial que bombardeia civis".
Com dez outras organizações, ele diz que a EuroPalestina lançou um pedido para "educar as pessoas sobre a realidade da situação na Palestina".
