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Sindicatos e indígenas fazem greve nacional contra presidente no Equador

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Grupos sindicais de oposição, entidades indígenas e outros movimentos sociais do Equador realizam nesta quinta-feira (13) uma greve geral contra medidas aprovadas pelo presidente Rafael Correa.
A intenção das entidades é se reunir na capital Quito e na cidade de Guayaquil, a maior do país, em protesto contra a gestão. Alguns dos grupos pedem a saída do presidente. Por outro lado, aliados de Correa também preparam manifestações nas duas cidades em apoio ao mandatário.
As mobilizações começaram durante a madrugada. Em Guayaquil, manifestantes fazem protesto em ruas do centro e em avenidas na periferia. Houve bloqueios de estradas em Azuay e Loja, no sul, e em Bomboiza, no leste do país. Dezenas de pessoas também protestaram em frente à embaixada equatoriana em Madri.
A greve foi convocada em julho. A Frente Unitária de Trabalhadores (FUT), maior central sindical, e a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), maior grupo indígena, planejam fazer uma caminhada em Quito.
Para evitar a chegada dos opositores ao palácio presidencial, foram fechadas 40 ruas da região central de Quito. Em entrevista, o presidente Rafael Correa disse, de forma antecipada, que a greve será um fracasso.
"Amanhã tentarão de tudo. Vão nos pressionar um montão, com a tática de sempre: a esquerda depõe o presidente e a direita coloca o presidente. Não vão conseguir, mas vão tentar provocar o caos e a violência."
Ele voltou a dizer que há o risco de um golpe, o que é desmentido pelos opositores. E disse ter dado ordens à polícia para evitar a violência, mas não permitirá que os agentes de segurança sejam atacados pelos manifestantes.
REIVINDICAÇÕES SEPARADAS
Apesar da união, cada uma das entidades trará suas reivindicações em separado. No caso dos sindicalistas, a principal exigência a Correa é a redução dos impostos e o fim dos tributos sobre lucro, heranças e grandes fortunas.
A principal justificativa dos sindicatos é que a tributação contra os mais ricos levará à diminuição dos investimentos de empresas estrangeiras e nacionais. Isso provocaria, segundo os manifestantes, o aumento do desemprego.
Os indígenas criticam as leis de recursos hídricos e de mineração. Para os grupos, as leis dificultam seu acesso aos rios e flexibilizam a exploração de minerais. Diferentes tribos fazem há duas semanas uma marcha até a capital.
A eles, aderiram outros grupos da sociedade civil, como a Federação de Médicos e a Ordem dos Advogados. Durante a tarde, políticos opositores e manifestantes convocados pelas redes sociais devem fazer mais protestos.
Diante da manifestação opositora, aliados do governo fazem desde quarta (12) uma vigília na Praça Grande de Quito, onde fica a sede do governo. Eles afirmam que querem "evitar a desestabilização" que seria provocada pela greve.
Os manifestantes pertencem à governista Central Unitária dos Trabalhadores (CUT) e à Confederação das Organizações Camponesas, Indígenas e Negras. Para eles, as reivindicações devem ser levadas às reuniões promovidas por Correa.

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