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Sul-coreano ateia fogo a si mesmo durante protesto contra Japão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem sul-coreano ateou fogo a si mesmo em frente à embaixada japonesa em Seul nesta quarta-feira (12).
Embora a motivação do ativista, de cerca de 80 anos, não esteja imediatamente clara, a auto-imolação ocorreu durante uma manifestação que exigia compensação e uma retratação formal dos japoneses por terem mantido escravas sexuais coreanas durante a ocupação da península (1910-45), inclusive na Segunda Guerra Mundial.
De acordo com a equipe de paramédicos que atendeu o homem, socorrido pelos próprios manifestantes, ele sofreu queimaduras de terceiro grau na parte superior do tronco, no rosto, pescoço e nos braços. Segundo integrantes de um grupo ao qual ele seria afiliado, seu nome é Choi Hyun-yeol.
Ainda de acordo com o grupo, seu pai teria sido militante do movimento independentista e prisioneiro num campo de trabalhos forçados por mais de um ano.
Os protestos em frente à embaixada japonesa em Seul em prol das escravas sexuais acontecem semanalmente, à quartas, mas as últimas edições têm ganhado mais destaque por antecederem a marca dos 70 anos da derrota do Japão na Segunda Guerra, em 15 de agosto. A desta quarta reuniu cerca de 2.000 participantes, incluindo a presença de 47 ex-escravas dos japoneses ainda vivas.
No próximo dia 14, o premiê japonês, Shinzo Abe, deve fazer um discurso lembrando a rendição do país, que encerrou oficialmente a ocupação na Coreia.
A questão da escravidão sexual ainda estremece as relações entre Japão e Coreia do Sul. Os japoneses sustentam que a discussão foi encerrada em 1965, com a retomada das relações bilaterais o pagamento de uma compensação financeira. Seul, por outro lado, exige o total reconhecimento de Tóquio pelas violações cometidas durante a ocupação.

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