Campanha de vacinação contra a pólio começa neste sábado e vai até 31 de agosto
NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A campanha de vacinação contra a poliomielite deste ano começa neste sábado (15) e vai até o dia 31 de agosto em todo o país. A vacina é indicada para crianças entre seis meses e cinco anos incompletos.
A meta é imunizar até 12 milhões de crianças desta faixa etária -o que corresponde a 95% do público-alvo.
Além da prevenção contra a pólio, o Ministério da Saúde também lançou uma campanha para aumentar a vacinação infantil contra outras doenças.
A ideia é aproveitar a ida das famílias aos postos de saúde para colocar as vacinas das crianças em dia, caso haja doses em atraso, por exemplo, ou que estiverem prestes a vencer.
Para isso, pais ou responsáveis devem levar as carteirinhas de vacinação aos postos de saúde.
Crianças que nunca foram vacinadas contra a pólio antes devem receber a vacina injetável, que costuma ser aplicada aos dois e quatro meses de vida. Aos seis meses, é aplicada uma dose da vacina oral, a gotinha, e outra aos 15 meses. Em seguida, há reforço.
A vacina protege contra três sorotipos do vírus da pólio e é única forma de prevenção da doença. A imunização é recomendada inclusive para crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.
Crianças com febre acima de 38°C ou com hipersensibilidade a alguns dos componentes da fórmula devem consultar previamente um médico para avaliar se a vacina é recomendada, conforme o caso.
ERRADICAÇÃO
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que pode afetar o sistema nervoso e provocar paralisia.
Hoje, a alta cobertura de vacinação é apontada como principal estratégia de controle da poliomielite no Brasil. O país não apresenta novos casos da doença desde 1990.
Nove países, no entanto, ainda registram casos -em três deles, Nigéria, Paquistão e Afeganistão, a poliomielite é endêmica.
"Enquanto a pólio não for eliminada do planeta, há sempre o risco de entrar [novamente no Brasil] por um viajante", afirma Isabela Ballalai, presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações). "Se há alta cobertura de vacinação, a população fica protegida", completa.
"Precisamos lembrar a população do que estamos nos protegendo. Quando a doença perde a importância, e a vacinação diminui, o risco volta", afirma.
