Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Ministro do TCU decide manter suspensa licitação de obras de Haddad

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DANIELA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas decidiu, nesta sexta-feira (7), atender às recomendações da auditoria da corte e suspender a licitação de dois corredores de ônibus na cidade de São Paulo.
Como mostrou a Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (6), técnicos da corte apontaram uma série de indícios de irregularidades, inclusive sobrepreço de R$ 65,8 milhões, na concorrência formulada pela Prefeitura de São Paulo.
A auditoria menciona um aumento na estimativa de custos de R$ 29,6 milhões em trechos do projeto que liga o Itaim Paulista a São Mateus, e de R$ 36,2 milhões no corredor Radial Leste.
No despacho, o ministro aponta o indício de sobrepreço como "o achado de maior gravidade" na apuração promovida pela corte, mas também aborda problemas como insuficiência de recursos para a conclusão das obras e indícios de restrição à competitividade no certame.
"A partir de todo esse quadro, podemos considerar que existe fundado receio de que, com a continuidade da licitação nessas condições, venha a ocorrer grave lesão ao erário e ao interesse público", escreveu Dantas em sua decisão.
A decisão desfavorável do ministro é a segunda derrota da gestão do prefeito Fernando Haddad na tentativa de licitar os dois corredores. A concorrência já havia sido barrada pelo TCM (Tribunal de Contas do Município). Agora, para viabilizar a obra, a prefeitura terá que convencer os dois tribunais de que a licitação está adequada.
A licitação está suspensa desde o dia 18 de junho, por conta da decisão do TCM. O fato é abordado pelo ministro do TCU em seu despacho. Para ele, a tramitação do processo na corte superior é importante para evitar "o risco de que o certame seja retomado a qualquer momento a partir de eventual decisão" do tribunal municipal.
Procurada nesta sexta, a assessoria da Secretaria de Infraestrutura da prefeitura disse que "vai se pronunciar depois que tomar ciência da documentação encaminhada" pelo TCU.
No despacho, o ministro dá prazo de 15 dias para a prefeitura apresentar seus argumentos ou modificar trechos da licitação considerados problemáticos pela corte.
Na quinta-feira, procurada pela reportagem pela primeira vez, a prefeitura informou que todas as planilhas de custos previstos na licitação foram aprovadas pela Caixa Econômica Federal e que vai trabalhar para adequar o projeto às recomendações tanto do TCU como do TCM.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV