Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Médicos ameaçam entrar na Justiça contra decreto de Dilma

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

FLÁVIA FOREQUE E RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após gerar forte reação dos profissionais de saúde contra o programa Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff pode enfrentar novo embate com a categoria: entidades ameaçam entrar na Justiça contra decreto assinado nesta semana que criou o cadastro nacional de especialistas.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (7), sete entidades -entre elas o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a ANMR (Associação Nacional de Médicos Residentes)- afirmam que o texto abre brechas para uma mudança nos critérios de formação de especialistas, o que poderia resultar em um profissional de menor qualidade.
O documento prevê um prazo de três meses para o CNE (Conselho Nacional de Educação) "regulamentar" um "modelo de equivalência" entre as formações hoje disponíveis.
Além disso, o grupo faz ressalvas à previsão de que o Ministério da Saúde passe a centralizar informações de um cadastro nacional de especialistas e, a partir disso, "propor a reordenação de vagas para residência médica" e "registrar os profissionais médicos habilitados para atuar como especialistas no SUS".
Setores da oposição ao governo já manifestaram posição semelhante à categoria. O DEM afirmou que irá apresentar na Câmara um projeto de decreto legislativo para sustar a medida do governo. "É o AI-5 da medicina", disse o líder da bancada, Mendonça Filho (PE), citando o Ato Institucional símbolo do período mais duro da ditadura militar (1964-1985).
"É mais uma medida autoritária de um governo que se inspira no bolivarianismo latino-americano, o intervencionismo petista."
Na nota publicada pelas entidades, o governo é acusado de fazer uma "interferência autoritária" na formação de especialistas, sem dialogar com os médicos. "Uma análise rigorosa dessas normas está em curso com o objetivo de identificar possíveis rumos a serem adotados na esfera judicial, com base em suas fragilidades e inconsistências", diz trecho da nota.
Diretor de comunicação da AMB (Associação Médica Brasileira), Diogo Sampaio afirma que o decreto "compromete a formação futura dos médicos no país". "Novamente [o governo adota uma] campanha publicitária ao invés de discutir seriamente a qualidade do atendimento."
'TERCEIRO TURNO'
O Ministério da Saúde reagiu às críticas: o secretário de Gestão do Trabalho e Educação da pasta, Heider Pinto, lamentou a reação da categoria e afirmou que o posicionamento é resultado de "desinformação".
"O decreto não retira e nem muda nenhuma das prerrogativas das entidades médicas. O que ele faz é unificar as informações", disse à reportagem. O secretário argumentou ainda que um grupo de trabalho foi criado, em 2013, para discutir o tema, mas que as entidades médicas abandonaram o diálogo com a criação do programa Mais Médicos, naquele mesmo ano.
"Algumas entidades médicas entraram na lógica de oposição ao governo. Isso ficou muito claro na eleição e parece que estão no terceiro turno", afirmou.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV