Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Kerry cita bomba de Hiroshima para defender acordo nuclear com Irã

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Estado americano, John Kerry, usou como exemplo o lançamento da bomba atômica em Hiroshima, que completou 70 anos nesta quinta-feira (6), para defender a importância do acordo nuclear com o Irã.
A declaração foi feita em encontro com o chanceler japonês, Fumio Kishida, na Malásia. Questionado por jornalistas sobre o que significava o bombardeio atômico americano na cidade japonesa, Kerry disse:
"Esta é uma lembrança muito, muito poderosa de que não só o impacto da guerra perdura até hoje, mas também enfatiza a importância do acordo com o Irã para reduzir a possibilidade de que haja mais armas nucleares".
Kerry defendeu as ações dos EUA para reduzir o arsenal nuclear e citou a história de uma sobrevivente do ataque a Hiroshima para saudar a relação atual entre americanos e japoneses.
"Ela sobreviveu e é uma grande testemunha do espírito humano e de nossa habilidade de nos reconciliarmos após a guerra. Penso que nossa atual relação com o Japão é uma das mais importantes que temos no mundo."
O encontro de Kerry com Kishida ocorreu em um intervalo da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que tem acordos de cooperação com os Estados Unidos e o Japão.
Durante a cúpula, os dez países-membros do bloco deram seu apoio ao acordo nuclear das potências com o Irã. O pacto foi selado em julho, em reunião em Viena (Áustria).
LOBBY FAVORÁVEL
A viagem de Kerry acontece no momento em que o governo americano age para conseguir apoio dentro dos Estados Unidos e no exterior para o pacto nuclear. O objetivo é que o Congresso aprove o texto.
Na quarta (5), o presidente Barack Obama disse em discurso que todos os países do mundo, com exceção de Israel, apoiaram o acordo. Para o mandatário, a única alternativa ao pacto seria uma guerra contra o Irã.
"A rejeição a este acordo nos deixa com uma só alternativa: uma nova guerra no Oriente Médio", afirmou. "Uma guerra nuclear seria muito mais perigosa para a América, para Israel e para o mundo do que este acordo."
A proposta é recusada pela maioria republicana e também por democratas de origem judaica.
Pelo acordo assinado entre a República Islâmica e as potências do grupo 5+1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha), o Irã se compromete a reduzir seu enriquecimento de urânio.
Teerã se compromete a permitir a inspeção das instalações nucleares por monitores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em troca, os países retirarão sanções econômicas e políticas ao país.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV