Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Carlos Menem é julgado por obstruir investigação de atentado na Argentina

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Começou nesta quinta (6) o julgamento contra o ex-presidente argentino Carlos Menem e outras 12 pessoas acusadas de dificultar a investigação de um atentado a bomba, em 1994, em Buenos Aires.
Menem foi apontado pelo promotor Alberto Nisman -que apareceu morto em janeiro deste ano, em um caso ainda sem solução- como mandante de uma suposta manobra para obstruir a investigação e usar o caso contra inimigos políticos, nos anos 1990. Em 2006, ele e outros envolvidos foram formalmente processados.
Em 18 de julho de 1994, um atentado à bomba no edifício da associação judaica Amia matou 85 pessoas e deixou mais de 300 feridos. A investigação identificou o veículo que levou a bomba até o local e a partir daí começou a localizar suspeitos argentinos que teriam colaborado com iranianos pelo ataque.
Segundo a acusação, o governo teria boicotado a investigação.
Menem, que tem origem síria, teria ordenado ainda um suborno a uma das testemunhas, para que mentisse em seu depoimento. A hipótese é que Menem tentou usar a testemunha para acusar inimigos políticos, de olho nas eleições de 1999.
O então juiz do caso, Juan José Galeano, foi filmado pagando suborno à testemunha. Ele, dois promotores, a testemunha, sua mulher e seu advogado, além de ex-funcionários da Casa Rosada, do serviço de inteligência e ex-policiais são réus no caso.
Nesta quinta (6), os acusados se apresentaram ao tribunal federal argentino. Menem, 85, que hoje é senador, não compareceu e enviou um atestado médico, em que informou que teve uma piora em um quadro de hipertensão, além de diabetes, artrite e esclerose.
Dado o número de testemunhas e acusados no caso, a perspectiva é que o julgamento dure pelo menos um ano.
Por protestos de parentes das vítimas, a Argentina foi denunciada na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos, pelas irregularidades cometidas na investigação do caso.
O jurista brasileiro Paulo Vannuchi, que foi ministro de Direitos Humanos no governo Lula (2005-2010), integra a comissão e acompanha o julgamento, como observador internacional.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV