Sininho presta depoimento no Rio e nega participação em atos violentos
CINTIA THOMAZ
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - As ativistas Elisa Quadros Pintos, a Sininho, e Karlayne Moraes, a Moa, prestaram depoimento na tarde desta quarta-feira (5), no Tribunal de Justiça, no centro do Rio.
Sininho declarou à Justiça nunca ter participado de atos violentos e citou o filósofo Foucault para explicar a "tortura" que vive há três anos. "Sou condenada por algo que não fiz. Com a ajuda das fofocas, me transformaram em uma liderança quase terrorista", afirmou em seu depoimento.
Questionada sobre os setes meses em que esteve foragida, ela contou que vivia de bicos e que pôde contar com a ajuda dos pais e amigos, mas preferiu não dizer onde estava por "solidariedade humana". "Eu fiquei doente durante boa parte de 2014. Fazia análise e estava afastada. Falava apenas indiretamente com colegas para saber sobre os movimentos", disse.
Sininho e Moa respondem pela participação em manifestações violentas, entre 2013 e 2014, no Rio, e formação de quadrilha ao lado de outros 21 réus. De acordo com o TJ, todos os outros já foram interrogados e o processo está em fase final.
A ativista contou que abriu mão da sua vida de classe média a fim de lutar por outra maneira de viver. E encerrou o depoimento pedindo mais amor, educação e solidariedade. "Mas acho que não estarei aqui para ver esse momento chegar", disse.
