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Após protesto, famílias deixam área invadida e Rodoanel Leste é liberado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um pequeno grupo de pessoas ateou fogo em parte das moradias improvisadas de madeira e lona durante a reintegração de posse de um terreno invadido, que abrange os municípios de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Segundo a Polícia Militar, as equipes do Corpo de Bombeiros acompanhavam a operação e efetuaram o controle dos focos de incêndio. Após essa princípio de tumulto, as famílias que ainda ocupavam o terreno começaram a deixar o local.
O terreno de mais de 2,7 milhões de m2, segundo a PM, foi invadido há cerca de seis meses e ao menos 1.800 pessoas moravam em tendas de lona e barracas de madeira no local, que fica próximo ao Rodoanel Leste.
Devido à proximidade, o Rodoanel Leste foi interditado por volta das 2h desta segunda entre as rodovias Ayrton Senna (km 124) e Rodovia Presidente Dutra (km 129). Segundo a SPMar, concessionária que administra esse trecho, o Rodoanel Leste foi totalmente liberado para trânsito por volta das 9h30.
O restante do Rodoanel leste, no trecho trecho entre a rodovia Ayrton Senna (km 124) e o trecho sul do Rodoanel (km 86,4) funcionou normalmente durante a operação policial nos dois sentidos.
A reintegração foi solicitada pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), proprietária da área, e determinada por três juízes.
A juíza Márcia Blanes, da 8ª Vara Cível do Foro de Guarulhos, determinou a reintegração do trecho da Estradado Tronco, no Jardim Aracília. O juiz Sandro Cavalcanti Rollo, da 1ª Vara do Foro Distrital de Arujá requisitou a desocupação da área localizada na avenida Arando Pereira, no Jardim Emília. E o juiz Alexandre Muñoz, da 2ª Vara Cível do Foro de Itaquaquecetuba, ordenou reintegrar o terreno da antiga Fazendo Arbol, na Avenida Pedro Cunha Albuquerque Lopes, no bairro Perobal.
A companhia informou que grande parte do terreno é constituído por áreas de preservação ambiental, que vêm sendo destruídas pelos invasores, com desmatamento e queima de árvores nativas. Outra parte é destinada à implantação de projetos de moradias de interesse social para as famílias anteriormente cadastradas.

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