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Porto Alegre tem escolas fechadas e policiamento reduzido nas ruas

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PAULA SPERB
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Escolas estaduais fechadas, ônibus municipais da capital funcionando apenas parcialmente e policiamento nas ruas reduzido. Este é o cenário de Porto Alegre (RS) na manhã desta segunda-feira (3).
O motivo é a manifestação de mais de 30 entidades sindicais que representam os servidores estaduais do Rio Grande do Sul. Os trabalhadores protestam principalmente contra o parcelamento dos salários do mês de julho anunciado pelo governo José Ivo Sartori (PMDB) na última sexta (31). Os sindicalistas mobilizaram centenas de pessoas em frente ao centro administrativo do Estado, em Porto Alegre, na manhã desta segunda (3).
A reportagem circulou pelo centro entre 9h15 e 10h30 e não viu nenhum homem da Brigada Militar (PM gaúcha) nas ruas. Os brigadistas estão aquartelados e evitando fazer o policiamento nas ruas.
Além disso, o sindicato dos bancários conseguiu uma liminar na Justiça para que as agências não abram por falta de segurança -cada agência avaliará, no entanto, se vai funcionar ou não.
'SARTORÃO'
No centro administrativo, os manifestantes entoaram palavras de ordem ao som de baterias e apitos. "Olê, olê, o funcionalismo quer trabalhar e o Sartorão não quer pagar", dizia uma das músicas.
"Sartorão" é uma referência ao governador Sartori, eleito em primeiro turno em uma campanha que o apelidou de "Sartorão da Massa". Na sexta (31), Sartori não participou da entrevista coletiva de imprensa que divulgou o parcelamento na sexta-feira e viajou com a família para o Paraná.
Faixas com os dizeres "Sartori não sabe governar, renúncia já" também foram penduradas em frente ao prédio onde funcionam a maioria das secretarias estaduais.
PARCELAMENTO
O parcelamento dos salários não atingem funcionários que recebem até R$ 2.150 -estes tiveram o salário depositado na íntegra. Os demais, cerca de 43% do total, receberão em mais duas parcelas em 13 e 25 de agosto, quase na data de vencimento do mês seguinte.
Além do parcelamento, o protesto é contra a privatização de estatais. A medida foi confirmada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB), que ainda não comunicou quais áreas serão privatizadas.
Os trabalhadores também bloquearam parcialmente a avenida Borges de Medeiros e prometem uma manifestação em frente ao Palácio Piratini.
"Não estamos insatisfeitos somente com o parcelamento. A crise é superestimada pelo governo para abrir caminho para as privatizações", diz Arienei Abreu, 51, funcionário do quadro técnico e integrante da diretoria do sindicato da categoria.
"Tenho três filhos e estou sem salário. Meu marido está pagando todas contas, mas é funcionário do Banrisul, não sabemos até quando", diz a professora Lídia Kroti, 50, professora de uma escola com 1.500 alunos, que está fechada hoje. O Banrisul é banco estadual que pode ser privatizado, dizem os sindicatos.

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