Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Novo dia de protesto por morte de bebê palestino acaba em confronto

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após a morte de um bebê palestino em um suposto ataque de judeus extremistas, palestinos e forças israelenses voltaram a se enfrentar em Jerusalém Ocidental e Cisjordânia.
Na manhã deste sábado, o Exército israelense decretou como zona militar a localidade de Kusra, norte da Cisjordânia, abalada por violentos confrontos entre palestinos e colonos judeus.
Em Jerusalém Oriental, dois policiais e dez palestinos ficaram feridos nos confrontos.
A morte do bebê, na madrugada de sexta-feira, no suposto ataque de extremistas judeus contra a casa da família Dawabchen, ao norte da Cisjordânia, provocou uma onda de manifestações reprimidas pelas forças israelenses.
O pequeno Ali, de 18 meses, morreu queimado, e seus pais e o irmão de quatro anos continuam internados em estado grave, depois que homens encapuzados lançaram bombas incendiárias dentro da casa da família.
O pai, Saad Dawabcheh, tem queimaduras de terceiro grau em 90% do corpo e se encontra em "estado crítico", informou o hospital de Beer-Sheva, sul de Israel.
A mulher e o outro filho se encontram em "estado muito grave e suas vidas correm perigo", segundo o hospital Tel Hashomer de Tel Aviv.
As autoridades israelenses rapidamente condenaram a ataque, tentando evitar uma nova sublevação nos territórios palestinos ocupados. Há cerca de um ano, teve fim uma guerra entre Israel e o governo do Hamas que deixou mais de 2.300 mortos.
"Isso é um ataque terrorista. Israel age com firmeza contra o terrorismo, não importa quem comete", disse o premiê Binyamin Netanyahu, em declaração, garantindo que os autores do atentado serão levados à Justiça. Mais tarde, Netanyahu chamou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para um encontro em que prestará suas condolências.
Na sexta-feira (31), um adolescente de 17 anos foi morto por forças israelenses ao se aproximar do muro que divide o território e o Estado judaico, durante protestos em Beit Lahiya, na faixa de Gaza.
Na Cisjordânia, também na sexta-feira, um palestino foi baleado e ferido pelas forças israelenses em Berzeit, ao norte de Ramallah. O Exército israelense afirma que ele havia atirado um coquetel molotov contra um posto de controle militar. Houve confrontos também em Hebron, Qadum e Nablus, na Cisjordânia, e em Jerusalém Oriental.
ATAQUE
Segundo investigações, colonos israelenses aproveitaram que as janelas de uma casa palestina no vilarejo de Duma (na Cisjordânia) estavam abertas durante a madrugada, devido ao calor, para jogarem coquetéis molotov em seu interior.
Antes de fugirem, os extremistas picharam nas paredes da casa incendiada uma estrela de David e as inscrições "Vida longa ao Messias", "Vingança" e "Price Tag", nome de um movimento que promove ataques a palestinos e suas propriedades.
Esse foi o pior ataque realizado por extremistas israelenses desde que um adolescente palestino de 16 anos foi queimado em Jerusalém há um ano. O ato ocorreu em vingança ao sequestro e morte de três jovens de Israel por militantes palestinos na Cisjordânia.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV