Extremistas israelenses são suspeitos de incêndio que matou bebê palestino
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um bebê palestino de um ano e meio morreu queimado em um incêndio na noite desta quinta-feira (30) na Cisjordânia. De acordo com o exército israelense, o fogo foi causado por extremistas israelenses.
O ato foi classificado como terrorista pelo premiê de Israel.
O incêndio aconteceu após bombas incendiárias terem sido jogadas na casa de uma família palestina na vila de Duma, perto da cidade de Nablus na Cisjordânia.
Ficaram gravemente feridos três membros da família que morava no local, incluindo pais e irmão de quatro anos do bebê, todos eles levados para hospitais da região.
Algumas das vítimas sofreram queimaduras em mais de 70% do corpo e estão em estado grave.
Nas paredes fora da casa incendiada havia várias pichações com as inscrições "Vida longa ao Messias", "Vingança" e "Price Tag", nome de um movimento que promove ataques a palestinos e suas propriedades.
Este foi o pior ataque realizado por extremistas israelenses desde que um adolescente palestino foi queimado em Jerusalém há um ano. O ato foi seguido pelo sequestro e morte de três jovens de Israel por militantes palestinos na Cisjordânia.
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu afirmou estar chocado com o ataque. "Isso é um ataque terrorista. Israel age com firmeza contra o terrorismo, não importa quem comete", disse em declaração.
