Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

'Charlie Hebdo' diz que Sabesp poupa classe média em corte de água em SP

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O semanal satírico francês "Charlie Hebdo" publicou uma história em quadrinhos sobre a maior crise hídrica de São Paulo. O cartum faz uma crítica à política do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que, segundo o cartunista, deixa o cidadão que mora em favela mais tempo sem água do que aquele que mora em bairros de classe média.
O quadrinho, publicado na edição do jornal da semana passada, foi produzido pelo cartunista Laurent Sourisseau, o Riss, um dos sobreviventes do atentado ao "Charlie Hebdo". Ele levou um tiro no ombro durante a ação de terroristas islâmicos que entraram atirando na redação do jornal e mataram 16 pessoas, em janeiro deste ano.
Na história, o cartunista começa por destacar que São Paulo é uma cidades mais populosas do Brasil e que há meses os moradores enfrentam uma escassez de água sem precedentes. Ele cita que houve, em 2013 e 2014, grandes secas e que os reservatórios estão com os índices bem baixo.
O cartunista também explica a política adotada pela Sabesp para contornar a escassez de água. "Todos os dias a Sabesp reduz a pressão da água. De 8 a 10 horas, a água é cortada". "Nos bairros de classe média, os cortes de água são medidos em horas. Mas, nas favelas, os cortes são medidos em dias", critica o cartunista.
"Para os indivíduos, descontos quando eles consomem menos. Para a indústria e a agricultura, que são as maiores consumidoras, quanto mais elas consomem, menos elas pagam", complementa.
Por causa da crise da água, a Sabesp adotou no ano passado a redução de pressão da rede de abastecimento, causando falta de água nas casas. A empresa diz que o objetivo é evitar perdas na rede e garantir mais economia.
O número de reclamações recebidas pela Sabesp de clientes da capital que sofrem com a falta de água, contudo, cresceu 62,5% no primeiro semestre em São Paulo em comparação com o primeiro semestre de 2014. Os dados foram obtidos pelo site "Fiquem Sabendo" por meio da Lei de Acesso à Informação.
O cartunista também destaca que São Paulo é cortada por vários rios que foram concretados e que se tornaram esgoto a céu aberto, deixando um rastro de fedor pela cidade.
"Há um projeto em andamento que pretende ligar esses rios aos reservatórios para ampliar os volumes de água. O governador do Estado, que gere a água, responde a todas as contestações dizendo que ou é dessa forma ou não haverá mais água. Todos as leis ambientais foram suspensas para a realização de procedimentos urgentes".
O cartunista diz que ainda não é um "Mad Max", filme que narra a falta de água potável, mas corre-se o risco de que isso acontece um dia. Além disso, ele lembra que os políticos de esquerda no país estão envolvidos no escândalo da Petrobras, e que a "gestão deplorável da água pela oposição em São Paulo permite fazer um pouco de diversão. Mas que o problema é bem real".
Ele encerra a história dizendo que a "Sabesp não fez os investimentos necessários para contar a crise da água", mas que "ela já tem ações na Bolsa de Valores de Nova York (EUA).

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV