Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Tunísia aprova lei antiterrorismo que prevê pena de morte

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O parlamento tunisiano adotou na madrugada deste sábado uma nova lei antiterrorismo que prevê pena de morte para envolvidos em ataques.
O texto foi aprovado após três dias de debate com 174 deputados a favor, 10 abstenções e nenhum voto contra.
A nova lei dá poderes a polícia para prender suspeitos por até 15 dias sem que eles possam ter acesso a um advogado, simplifica o procedimento para autorizar escutas telefônicas e prevê a pena de morte para uma série de crimes. Desde 1991 não há execuções no país.
O presidente da assembleia, Mohamed Ennaceur, saudou a aprovação como um momento "histórico" e um texto que vai "proteger o cidadão".
O debate ocorre num contexto de ameaça crescente após os atentados em junho na cidade de Sousse (38 turistas mortos) e em março no museu do Bardo, em Túnis (22 mortos), reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.
O setor do turismo sofreu duras perdas com os ataques de Sousse e do Bardo. O governo aumentou os anúncios publicitários e decretou estado de emergência até o início de agosto para tentar tranquilizar os viajantes e seus parceiros estrangeiros.
Embora a lei tenha sido adotada com ampla margem, apoiada tanto por islamitas quanto por laicos, também foi alvo de duras críticas.
"Esta lei representa um perigo real para os direitos e liberdades na Tunísia, inúmeras distorções de padrões internacionais de direitos humanos são incorporados a este texto e representam um retrocesso", lamentou Amna Guellali, representante da Human Rights Watch na Tunísia.
Entidades defensoras de direitos humanos estimam que definições legais vagas para o termo "terrorista" possam levar a excessos.
O novo texto substitui uma lei similar de 2003, adotada sob a ditadura de Zine El Abidine Ben Ali e amplamente utilizada, de acordo com defensores dos direitos humanos, para reprimir a oposição. o grupo islâmico Ennahda era considerado ilegal quando a lei foi criada e que se tornou hoje uma das principais forças políticas tunisianas.
Sinal da tensão prevalecente na Tunísia, o Ministério do Interior anunciou na manhã desta sexta-feira que desmontou um esquema de atentados no norte do país, na região de Bizerte, com um recorde de 16 detenções, um morto e apreensão de armas automáticas e explosivos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV