Aerolíneas Argentinas cancela mais de 200 voos e lista inclui Rio e SP
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O cancelamento de mais de uma centena de voos da Aerolineas Argentinas provocou uma confusão nos aeroportos do país no início das férias de inverno. Voos com destino ou partida para Rio de Janeiro e São Paulo também foram afetados.
Os jornais locais informam que entre sábado (18) e a última terça (21), foram cancelados 103 voos da companhia aérea, que é administrada pelo governo argentino.
Nesta quarta (22), a empresa teria informado o cancelamento de mais 122 frequências até o dia 30 de julho.
O comunicado, entretanto, não aparece mais no site da Aerolíneas.
Sites jornalísticos do país, como o "Clarín" e o "Infobae", reproduzem a lista, na qual constam oito voos cancelados entre o Brasil e o Argentina entre esta quinta (23) e o próximo dia 30.
Político governista que concorreu e perdeu a eleição na cidade de Buenos Aires, o presidente da Aerolineas, Mariano Recalde, afirmou que os atrasos e cancelamentos foram provocados pelo mau tempo em alguns destinos, como Iguazú e Bariloche.
Além disso, houve manutenção inesperada de aeronaves e conflitos com os trabalhadores.
ALÉM DA CONTA
A Federação Argentina de Pessoal Aeronáutico, por sua vez, responsabiliza a direção da empresa por ter programado mais voos do que era possível cumprir.
Segundo a própria Aerolineas, o número de passageiros por dia aumentou de uma média de 25.000 para 35.000 nestas férias de inverno.
A empresa aumentou ainda o número de rotas dentro do país, como um novo voo entre Iguazú e El Calafate, os dois extremos da Argentina, e novas frequências para Mar Del Plata, Bariloche, San Luis, Santiago Del Estero, Mendoza e para as cidades petroleiras.
Reestatizada no governo Kirchner, a Aerolineas Argentinas é uma vitrine política do governo neste ano de eleições presidenciais.
Em seus pronunciamentos, a presidente Cristina Kirchner costuma afirmar que há mais argentinos viajando de avião, como um sinal de melhora das condições de vida da população.
Nesta quinta (23), o chefe de gabinete da presidente, Aníbal Fernández, afirmou que a estatal não vendeu passagens além da capacidade das aeronaves (overbooking) e atribuiu parte do problema ao excesso de demanda.
"O tema é que foram vendidos muitos voos, mais do que o esperado para estas férias", disse o ministro.
Diante dos problemas técnicos e meteorológicos e com os voos lotados, segundo Fernández, "ficou impossível reacomodar os passageiros de uma forma rápida".
Segundo ele, a empresa está trabalhando para solucionar o problema.
