Polícia de SP investiga crimes contra chineses, mas não vê indícios de máfia
ADRIANO QUEIROZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de São Paulo está investigando pelo menos quatro crimes cometidos este ano contra pessoas de origem chinesa.
O caso mais recente foi registrado em vídeo pela Polícia Militar de São Paulo, no dia 12 de junho, e revelado nove dias depois no programa de televisão Domingo Espetacular, da Rede Record.
As imagens mostram a prisão em flagrante de quatro chineses suspeitos de sequestrar uma comerciante.
O sequestro ocorreu no bairro do Ipiranga, mas a detenção dos suspeitos aconteceu no viaduto Leste-Oeste, no Centro da capital paulista, após perseguição policial.
De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), "a vítima contou que estava saindo de casa em seu automóvel quando foi abordada pelos quatro homens, que bateram na cabeça dela e a jogaram dentro do carro".
Ainda segundo a secretaria, a comerciante chinesa registrou boletim de Oocorrência no 1º Distrito Policial, na Sé, e relatou que os sequestradores queriam R$ 1 milhão para soltá-la. Eles serão indiciados por extorsão mediante sequestro e associação criminosa.
Além de interceptar o carro, prender os suspeitos e libertar a mulher sequestrada, os policiais conseguiram aprender aparelhos de telefonia celular, uma arma de brinquedo, um canivete, documentos e dinheiro.
OUTROS CASOS
Este, contudo, não foi o primeiro caso de crimes envolvendo vítimas chinesas, em São Paulo este ano. Em maio, um jovem foi sequestrado, no Brás, e libertado mediante pagamento de resgate.
Um pouco antes, em janeiro, um homem foi executado na região central (a cena também foi registrada em vídeo) e, em, fevereiro um corpo foi encontrado dentro de um carro na zona leste.
Apesar da origem comum às vítimas e, em alguns desses casos também aos suspeitos, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) informou não ter indícios ainda de que os quatro casos tenham relação entre si ou que comprovem a atuação da máfia chinesa na cidade, mas confirmou que investiga esses crimes.
