Mercosul assina protocolo para adesão da Bolívia como membro pleno
FLÁVIA FOREQUE E MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Chanceleres dos países-membros do Mercosul assinaram acordos de adesão da Bolívia ao bloco, como integrante pleno do Mercosul, e de Suriname e Guiana, como associados.
Agora, para a confirmação dos bolivianos, é preciso o aval dos parlamentos do Brasil e do Paraguai. Como os Legislativos da Argentina, do Uruguai e da Venezuela já haviam aprovado a inclusão do país no bloco, não é preciso nova ratificação.
A entrada da Bolívia já havia sido acordada no passado, num momento em que o Paraguai estava suspenso. Por isso, acredita-se que, com o retorno ao bloco, será mais fácil ter o apoio político para a conclusão do processo.
Com a incorporação da Bolívia, o bloco fica com seis membros fixos, além do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Para que qualquer país seja aceito no bloco é necessária aprovação de todos os demais.
GAFE
O encontro de presidentes na cúpula do Mercosul, nesta sexta-feira (17), começou com uma pequena gafe do cerimonial brasileiro.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao Palácio Itamaraty e não foi recebido pela presidente Dilma Rousseff, como previsto.
Naquele mesmo momento, ela estava em audiência, já no edifício, com o presidente da Guiana, David Granger.
Na pauta do encontro, justamente uma rusga entre os países: Guiana e Venezuela enfrentam uma crise diplomática após descoberta de jazidas de petróleo no território de Esequibo, na região fronteiriça.
Quando Dilma desceu à entrada do Palácio, foi informada de que o convidado venezuelano já havia chegado.
Foram cinco minutos de espera para que, finalmente, Maduro surgisse por trás da presidente, dessa vez recebendo calorosos cumprimentos e pedidos de desculpa de Dilma.
Assessores reconheceram uma falha de comunicação no processo -a presidente não foi informada de que Maduro estava prestes a chegar.
Após recebê-lo, foi a vez de recepcionar os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Uruguai, Tabaré Vázquez.
