Mercosul quer plano de ação para melhorar comércio no bloco
FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os integrantes do Mercosul querem montar um plano de ação para identificar medidas tarifárias e não tarifárias que hoje emperram as trocas comerciais entre países do bloco.
O tema deve ser retomado amanhã em encontro dos presidentes na cúpula do grupo, em Brasília. Nesta quinta-feira (16), chanceleres se encontraram para tratar principalmente de temas como a crise econômica internacional e o pouco dinamismo do comércio regional.
Em entrevista a jornalistas, o chanceler do Paraguai, Eládio Loizada, disse ser preciso reforçar a livre circulação de mercadorias entre os países, num cenário de "difíceis processos econômicos que teremos pela frente".
Será anunciada ainda a renovação por dez anos do Focem (fundo para desenvolvimento do Mercosul), cuja validade expirava no fim deste ano, além da manutenção de regimes de exceção à tarifa externa comum do Mercosul até 2021 -ao menos para Brasil e Argentina.
Na cúpula, haverá ainda o ingresso da Bolívia como membro pleno do Mercosul e a confirmação do status de membros associados de Suriname e Guiana. Uma declaração presidencial é esperada para o início da tarde. Após a cúpula, a presidente Dilma Rousseff terá encontro com sua colega da Argentina, Cristina Kirchner.
