Haddad concorda com Alckmin para aumentar internação de menores
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira (14) que aprova a proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que prevê o período máximo de internação de menores infratores que cometerem crimes mais graves. O projeto, que pode ser votado nesta terça, prevê que esse limite passe de três para oito anos.
Esse tempo máximo, porém, só poderá ser estendido em casos de crimes hediondos e delitos equiparáveis, como o tráfico de drogas. A reforma no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) também prevê a separação dos menores das pessoas com mais de 18 anos.
"Nós vivemos numa sociedade violenta e eu penso que o caminho contra isso é [construir] mais escolas, universidades e, se for necessário, [fazer] uma reforma do ECA, como o próprio governo está propondo", disse o prefeito.
Ele avalia que este é o melhor caminho porque os "princípios do estatuto estão bem consolidados".
"Eu não mexeria na constituição. Nos moldes que o governador [Alckmin] está propondo e foi bem recebido pelo governo federal, é um caminho de entendimento", concluiu Haddad.
Há duas semanas, o governador disse que é necessário uma "resposta" para casos de crimes graves cometidos por menor infrator. "O que não pode é ficar do jeito que está. A impunidade estimula os crimes. Ela deseduca. E não estava tendo uma resposta legal necessária à altura da gravidade dos crimes cometidos por esses menores", afirmou.
