Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Itamaraty comemora acordo nuclear com Irã e relembra tentativa brasileira

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo brasileiro comemorou nesta terça-feira (14) o acordo entre o Irã e as potências sobre o programa nuclear da República Islâmica. Na nota, também foi feita referência à tentativa brasileira de mediar um acordo atômico.
"O Brasil sempre apoiou, inclusive por meio da Declaração de Teerã em 2010, os esforços diplomáticos destinados a assegurar a natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano e a normalização das relações do Irã com a comunidade internacional".
Na mesma nota, o Itamaraty comemorou a "vontade política, a persistência e a determinação" das delegações no um ano e meio de negociação. "Essas qualidades serão cruciais também para a plena e oportuna execução do acordo."
A Chancelaria brasileira considera o pacto um exemplo da eficácia da diplomacia e da negociação como instrumentos para a paz e desejou que se inicie um novo ciclo nas relações entre as potências e o Irã.
"O Governo brasileiro faz votos de que o êxito alcançado em Viena contribua significativamente para o início de uma nova e produtiva fase nas relações, bem como para a redução de conflitos e tensões, em benefício de toda a comunidade internacional. Como sempre, o Brasil está pronto e disposto a colaborar nesse sentido".
Em 2010, Brasil e Turquia mediaram uma proposta bilateral em que o Irã se comprometia a enviar 1.200 quilos de urânio enriquecido para ser inspecionado em território turco pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
Se houvesse o aval da AIEA e das potências do P5+1, eles receberiam 120 quilos de combustível para um dos reatores de pesquisa iranianos e teriam de volta os 1.200 quilos enviados para inspeções.
Na época, Obama teria enviado uma carta ao então presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, dizendo que o acordo criaria "confiança no mundo".
A proposta, no entanto, foi recusada pelas potências. Na mesma época, Estados Unidos e União Europeia pressionaram pelo aumento das sanções da ONU ao Irã, diante do aumento da retórica contra o Ocidente de Mahmoud Ahmadinejad.
As punições foram aprovadas com os votos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança -Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Brasil e Turquia votaram contra.
ACORDO
Pelo atual acordo, o Irã fica impossibilitado de produzir, por ao menos dez anos, material suficiente para a confecção de uma bomba e impõe novas provisões para inspeções em instalações iranianas, incluindo militares.
O Irã concordou com a continuidade do embargo de armas da ONU sobre o país por até cinco anos. O prazo, porém, poderia terminar antes se a AIEA verificar que no país persa não há nenhum trabalho com o objetivo de conseguir armas.
Condição similar foi imposta em relação à restrição da ONU à transferência de tecnologia de mísseis balísticos a Teerã, que poderia durar até oito anos.
Outro ponto significativo permitirá aos inspetores da ONU pressionar por visitas a locais militares do Irã como parte de suas tarefas de monitoramento, algo que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, sempre prometeu se opor.
Entretanto, o acesso não é garantido e poderia ser adiado, condição que os críticos do acordo certamente apontarão como uma forma de dar a Teerã tempo para encobrir qualquer atividade ilegal.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV