Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Integração com a matriz fortalece presença das montadoras americanas no Brasil

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

EDUARDO SODRÉ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na abertura da convenção que revela as tecnologias e pretensões da Chevrolet para os próximos anos, no início de julho, o primeiro carro que surge na tela é o compacto nacional Onix. Seria um fato corriqueiro caso o evento ocorresse no Brasil, mas as apresentações são em Detroit, cidade-sede da General Motors.
"Somos o terceiro maior mercado para a GM no mundo, e a empresa está presente em 115 países. Hoje, há uma integração profunda das áreas técnicas do grupo", disse à Folha Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors do Brasil.
A relação das montadoras americanas com o Brasil remonta ao início do século 20. Contudo, a relevância da engenharia local ganhou destaque com o crescimento do mercado interno, o que fortaleceu a divisão brasileira.
No passado, ter uma área local para desenvolvimento de produtos era um sinal de autonomia. Hoje, significa integração.
"A divisão brasileira de motores é responsável pela calibração da tecnologia flex e também de boa parte do desenvolvimento global da marca", afirma Daniel Nicholson, vice-presidente global da área de motores e transmissões da General Motors.
A integração ajuda a preservar projetos e investimentos mesmo em tempos de crise no setor automotivo, como ocorre agora no país. Os aportes de capital recentes feitos pelas três grandes montadoras americanas confirmam isso.
Enquanto a GM do Brasil está com quase toda a produção interrompida devido à queda nas vendas, as fábricas dos EUA seguem a pleno vapor em um ano onde as vendas devem atingir 17 milhões de unidades. Ainda assim, a empresa americana investirá R$ 6,5 bilhões no mercado nacional até 2019.
A Ford também preservou os investimentos no país, mantendo o plano de injetar cerca de R$ 4,5 bilhões entre 2011 e 2015. Esse ciclo está chegando ao fim, e novos projetos devem ser anunciados em breve, na espera pela melhora do cenário até o fim do próximo ano.
Outra montadora americana que mantém investimentos no país é a FCA, parceria entre a Chrysler e a italiana Fiat. Após inaugurar a fábrica de Goiana (PE), onde é produzido o Jeep Renegade, a empresa prepara a construção de dois novos produtos.
Ao todo, a FCA vai investir R$ 16 milhões entre 2013 e 2016.
HISTÓRIA
A primeira montadora americana a chegar ao Brasil foi a Ford, que estreou em 1919 como importadora. No início da década de 1920, os carros passaram a vir desmontados, o que levou à instalação da primeira linha de montagem, no bairro do Bom Retiro (centro de São Paulo).
A GM iniciou seus trabalhos em 1925, com a montagem de carros de serviço e veículos pesados. O primeiro produto nacional foi um caminhão, lançado em 1957.
Célebre no país desde meados dos anos 1940, a marca Jeep é a mais conhecida da linha Chrysler. A empresa produziu carros nacionais nas décadas de 1960 e 1970. Após retornar com a abertura aos importados, na década de 1990, tem um novo produto feito no Brasil, o Renegade.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV