Volta da cobrança de sacolas em SP divide opiniões de consumidores
GABRIELY ARAUJO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A volta da cobrança das sacolas de plástico renováveis em parte do comércio em São Paulo tem dividido a opinião de clientes dos supermercados.
Antes, o acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e o Procon estabelecia que duas sacolas plásticas fossem oferecidas para o consumidor até a última sexta (10) nos supermercados vinculados à entidade.
Com o fim da gratuidade, caberá aos comerciantes decidir pela cobrança ou não. Nos supermercados visitados pela Folha (redes Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, Sonda e Walmart), no começo da tarde deste domingo (12), a venda começará a ser realizada a partir desta segunda (13). O preço de cada sacola será de R$0,08.
"A maioria dos clientes já está informada e pergunta se haverá a cobrança das sacolinhas", disse uma das caixas da rede Sonda.
A comerciante Cláudia Rodrigues, 42, acredita que as sacolinhas deveriam ser oferecidas gratuitamente. "O preço cobrado pelos supermercados é alto. Eu compro as sacolas renováveis para oferecer na minha loja e não pretendo cobrar por elas".
O químico Valdenir Soquino, 64, também não concorda com a cobrança. "Em outros supermercados as sacolinhas são dadas de graça", diz.
Já a funcionária pública Rose Akemi, 47, aprova a cobrança. Ela costuma carregar sacolas reutilizáveis e leva caixas de papelão ao supermercado.
Em todos os comércios visitados havia placas da campanha sobre as sacolas reutilizáveis. Na rede Carrefour, no entanto, ainda havia informações sobre a gratuidade das duas sacolas. Segundo a gerente da loja, avisos sobre o novo preço seriam colocados no fim do dia.
