Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Reino Unido orienta turistas a evitar viajar à Tunísia após ataque em praia

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A chancelaria do Reino Unido recomendou nesta quinta-feira (9) que todos os turistas britânicos deixem a Tunísia e que viajem para o país somente quando necessário. As autoridades anunciaram, também, que estão trabalhando com agências de turismo para retirar os turistas que ainda estão no país norte-africano.
O anúncio vem quase duas semanas após a morte de 38 turistas estrangeiros, dentre os quais 30 britânicos, em um ataque a tiros em um balneário na cidade de Sousse, no norte da Tunísia. A ação foi reivindicada pela facção radical Estado Islâmico (EI).
Em março, um ataque de radicais ao Museu do Bardo, em Túnis, deixou 24 mortos, incluindo 21 turistas estrangeiros.
"Desde o ataque em Sousse, (...) o cenário de risco evoluiu significativamente, levando-nos a prever que futuros ataques terroristas são muito prováveis", disse em um comunicado o chanceler britânico Philip Hammond.
O comunicado do ministro afirma, também, que as autoridades "não acreditam que as medidas de segurança adotadas garantam a proteção adequada aos turistas britânicos na Tunísia".
Desde a ação em Sousse, muitos britânicos deixaram a Tunísia, mas estima-se que 3.000 ainda estejam no país.
A recomendação da chancelaria britânica deve atrapalhar a indústria de turismo da Tunísia, que emprega 400 mil pessoas e corresponde a 15% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
MEDIDAS DA TUNÍSIA
Após o anúncio da chancelaria do Reino Unido, o premiê tunisiano, Habib Essid, disse que o seu país fez "tudo o que podia" para proteger os turistas britânicos e de outras nacionalidades. O premiê disse, também, que seu governo vai ajudar a remover os cidadãos britânicos do país.
As autoridades afirmam que os atiradores de Sousse foram mortos no local pela polícia e que suspeitos de envolvimento com os radicais estão detidos.
No sábado (4), o governo tunisiano decretou um estado de Emergência e aprovou novas medidas de segurança, como o envio de 1.300 agentes de segurança para patrulhar hotéis, praias e outras atrações turísticas.
Além disso, a Tunísia fechou o cerco contra 80 mesquitas em situação irregular, que supostamente poderiam contribuir para a radicalização de indivíduos.
O Exército tunisiano e empreiteiras estão erguendo uma barreira na fronteira com a Líbia, onde terroristas teriam treinado os responsáveis pelo ataque de Sousse. O objetivo da construção do muro é evitar que radicais entrem na Tunísia. Segundo o governo, a barreira terá 168 quilômetros -cerca de um terço da fronteira entre os países- e será construída até o final do ano.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV