Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Saúde pública dos EUA cobrirá aconselhamento a pacientes terminais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Medicare, programa público de assistência à saúde dos maiores de 65 anos nos EUA, anunciou nesta quarta (8) que planeja cobrir o aconselhamento médico a pacientes terminais.
De forma simplificada, a medida incentivará os médicos públicos a conversarem com pacientes sobre o que fazer caso eles tenham uma condição terminal e irreversível e estejam inaptos a se manifestar.
Entre as opções disponíveis, conforme o caso, estão o desligamento de aparelhos que mantenham o paciente vivo (tubos de alimentação ou máquinas que o façam respirar, por exemplo), os cuidados paliativos (restritos a mitigar o sofrimento e confortar o paciente até a morte) ou esforços intensivos de ressuscitação.
O tema provocou polêmica em 2009, quando foi anunciado como hipótese dentro da reforma da saúde promovida pelo presidente Barack Obama e chegou a ser descrito por rivais e críticos como o estabelecimento de "painéis da morte".
A adoção da política, a partir de 1º de janeiro próximo, entre uma série de novas normas sobre o pagamento de médicos indica que o tema não é mais considerado politicamente delicado pelo governo Obama nesta segunda metade de último mandato.
O aconselhamento a doentes terminais - que incluiu abordar o suicídio assistido - é adotado por parte da comunidade médica americana. Alguns médicos não cobram seus pacientes por esse tipo de trabalho, e alguns planos de saúde particulares oferecem pagamento pelo serviço.
Estendê-lo para o Medicare, porém, tornaria a prática mais comum nos EUA ao ofertá-la para 55 milhões de beneficiários do sistema. Segundo as regras anunciadas, apenas médicos que desejarem oferecer o serviço o farão.
A morte assistida, ou suicídio assistido, é legal em cinco Estados americanos. O primeiro deles a adotá-lo foi o Oregon, em 1997. Outros 20 (de um total de 50) debatem o tema na Justiça ou o farão em referendos. A nova diretriz, porém, não muda a legislação federal sobre esse tema, do qual está um passo aquém.
"Como médico e filho e alguém que já lidou com a morte na própria família, eu diria que esse debate é crucial para um serviço de alta qualidade", declarou Patrick Conway, o diretor médico do Medicare. "Eu gostaria que todos os americanos que desejarem conversar com seu clínico geral sobre esse assunto tenham a oportunidade de fazê-lo".
Ao adotar a prática, o Medicare passou também a usar um novo termo, mais suave, para descrevê-la: "planejamento avançado de cuidados" (ou antecipado).
A ideia é refletir análises de especialistas segundo as quais as pessoas deveriam tornar seus desejos sobre o que fazer em caso de uma condição terminal em diferentes estágios da vida e o quanto antes, a partir do momento em que atingem a maturidade, por exemplo, para dirigir.
O aconselhamento visa auxiliar o paciente a discernir entre os tipos de tratamento que poderia receber em seus momentos finais. As normativas estão abertas para debate e comentários durante 60 dias antes de serem finalizadas.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV