Justiça argentina investiga ministro da Economia
MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Justiça argentina abriu um processo para investigar o suposto enriquecimento ilícito do ministro da Economia do país, Axel Kicillof.
Um dos homens fortes do governo da presidente Cristina Kirchner, o ministro é candidato a deputado federal nas eleições deste ano.
O processo foi aberto pelo promotor Eduardo Taiano, que pediu à Justiça a autorização para começar a investigar Kicillof. Está sob suspeita um ganho patrimonial no valor de 600 mil pesos (cerca de R$ 300 mil).
Kicillof rechaçou a denúncia. O ministro disse a um canal de televisão simpático ao governo que ganha pouco mais do que recebia como pesquisador da Universidade de Buenos Aires -segundo ele, menos do que um gerente de supermercado.
"As propriedades que tenho são as que já tinha antes de começar a carreira pública. Não comprei nada", afirmou. "Meu patrimônio total é menor do que um dois quartos no Bairro Norte [parte nobre de Buenos Aires]".
O promotor pediu ao juiz Cláudio Bonadio -o mesmo que analisa os supostos casos de desvio e lavagem de dinheiro da família Kirchner- autorização para analisar os informes econômicos de Kicillof, como sua declaração de Imposto de Renda e de previdência.
Ele solicitou ainda um levantamento dos salários que o ministro recebeu enquanto exerceu cargos na administração pública.
