Câmara de SP aprova projeto para contratação de 660 assessores a mais
GIBA BERGAMIM JR.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Câmara aprovou, nesta terça (30), em segunda votação, um projeto que cria 660 novos cargos de assessores parlamentares.
Apresentado na semana passada, o projeto foi discutido e votado num prazo de uma semana, a um ano das eleições municipais. O texto terá que ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
Embora a presidência da Casa argumente que não haverá custos adicionais além dos cerca de R$ 130 mil mensais que cada vereador pode gastar com servidores, os parlamentares poderão deslocar os assessores para "fidelizar" seus eleitores em seus respectivos bairros de atuação.
Foram 38 vereadores favoráveis e sete contra (PSOL, PSDB, Gilberto Natalini, do PV, e Ricardo Young, do PPS).
Na lógica do Legislativo, os vereadores poderão empregar mais pessoas, porém com salários menores. No cargo mais alto, de chefe de gabinete, o salário é de cerca de R$ 21 mil.
Com exceção do PSOL, todos os partidos foram favoráveis ao aumento de 67% no número de servidores comissionados (cargos de confiança, sem necessidade de concurso). Cada parlamentar tinha direito a 18 assessores (chefe de gabinete e outros 17 assistentes). O número saltou para 30 (chefe de gabinete e mais 29).
O texto aprovado tem algumas alterações em relação ao anterior. Os parlamentares definiram que os 12 novos assessores terão salário base de R$ 950, contra um mínimo de R$ 2.000 dos 17 atuais.
PODER
Na gestão Haddad, os vereadores ampliaram o poder na administração ao indicar os chefes de gabinete nas subprefeituras. Haddad sempre disse que não via problemas porque os vereadores conhecem bem os problemas dos bairros, o que ajuda na administração dos distritos.
Segundo a justificativa da proposta, o objetivo é "readequar" a assessoria para que cada vereador "possa melhor estruturar o seu trabalho".
