Ciclovia deveria ser abraçada por todos os partidos, diz Haddad sob vaias
ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito Fernando Haddad (PT) foi recebido com vaias na inauguração da ciclovia da avenida Paulista , na região central de São Paulo, na manhã deste domingo (28).
"Isso aqui não é uma política partidária, é uma política que deveria ser abraçada por todos os partidos", disse o prefeito, sob gritos de "Petrolão" –em referência ao esquema de corrupção envolvendo a Petrobras - e "pedaladas da Dilma" - manobras fiscais usadas pelo governo Dilma Rousseff para fechar suas contas.
O prefeito atribuiu o protesto a "infiltrados", mas disse que respeita a manifestação. Os gritos contra o prefeito vieram de dentro do Hospital Santa Catarina. Cicloativistas rebateram em apoio ao prefeito.
O advogado Henrique Vilela de Souza, 39, foi um dos que vaiaram Haddad. "Falei contra a ideologia de gênero, que é um absurdo, e contra as pedaladas da Dilma", disse.
Ele afirmou que não pertence a nenhum partido e que petistas não conseguem entender que a maioria da população está contra o PT. Por ser de outra cidade, que não quis revelar, Souza afirmou não ter opinião formada sobre a ciclovia.
O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, ironizou o protesto. "Parece que os doentes estavam do lado de fora, não do lado", disse.
Ele também brincou sobre o fato de alguém ter atirado tinta azul na ciclovia. "Alguém devia estar comemorando", disse. Tatto afirmou ser a favor de fechar a Paulista para carros todos os domingos, mas que isso está em estudo. "Seria bom transformar a Paulista num grande parque".
