Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Geral
publicidade
GERAL

Ato em frente ao antigo Dops lembra Dia Internacional Contra a Tortura

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Ato em frente ao antigo Dops lembra Dia Internacional Contra a Tortura
Autor O movimento Ocupa Dops promove um ato público para marcar o Dia Internacional de Combate à TorturaTânia Rêgo/Agência Brasil - Foto: Reprodução

Um ato político ontem (27) em frente ao prédio do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) marcou o Dia Internacional de Luta Contra a Tortura. A data é lembrada todo dia 26. Os militantes reivindicaram a transformação do imóvel em um espaço de memória da resistência e não no futuro museu da Polícia Civil, finalidade para o qual está sendo reformado.

O prédio do Dops recebeu centenas de presos políticos desde sua construção, em 1910, para sediar a Repartição Central de Polícia. Mas foi durante a ditadura militar que ele se transformou em um dos principais aparelhos de repressão e tortura do regime, para onde eram levados presos políticos a fim de serem interrogados sobre as atividades na época classificadas de subversivas. Com três passagens pelo Dops do Rio, a farmacêutica Ana Bursztyn Miranda traz até hoje as marcas deixadas pelas prisões que sofreu em decorrência da militância na Ação Libertadora Nacional (ALN). “A tortura está acontecendo ainda hoje. E tem gente que defende a volta da ditadura militar, dizendo que eles torturavam e estavam certos. Então é preciso que se transforme este prédio em um espaço de memória, para ver se conseguimos diminuir a violência de Estado e para que o terror que imperou naquela época não volte a acontecer”, disse Ana.

Para ela, é inconciliável a ideia aceita pela Polícia Civil de ceder parte do prédio para o centro de memória, mantendo ali o seu museu. “Este prédio ficou abandonado por mais de uma década. É inconciliável [manter as duas estruturas]”, argumentou. O ato político foi organizado pelo movimento Ocupa Dops e contou com apresentações de música, projeções de filmes, exposição de fotos, intervenções artísticas e depoimentos de amigos e familiares de presos políticos. Foi feita uma homenagem a duas militantes de esquerda vítimas de tortura durante a ditadura militar e que morreram este ano: Inês Etienne e Estrella Bohadana.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV